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 ~Marionete~

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Keki
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MensagemAssunto: ~Marionete~   Ter Jul 20, 2010 9:44 pm


Prólogo
~Cidade dos malditos~
Emilly Herloz


Meus pés tocavam o asfalto de pedras. As pedras ja começavam a ferir a pele de meus pés a ponto deles sangrarem, mas continuava a corre, era isso ou ser espancada... Ja havia visto muitos de meus amigos morrerem sendo espancados... Era algo triste, realmente triste, que partia meu coração, não poder fazer nada, se não teria o mesmo fim... As pessoas do submundo acabavam por se acostumar com a morte, não importava o quanto demora-se, a morte era algo comum para pessoas do submundo... Mas eu ainda não conseguia me acostumar...

Em minhas mãos deveria haver somente um pedaço de pão meio mofado e uma garrafa de leite que estava meio vazia. Outras crianças corriam ao meu lado, cada uma com algo em seus braços. Essa era nossa realidade, roubar e revirar latas de lixo... Não tinhamos outra forma de sobreviver... Um garoto mais afrente abriu a tampa do boeiro que dava ate nossas cumbas, paramos todos ofegantes, estavamos seguros. Em um beco muito afastado das zonas de vigia.

Ao menos era o que achavamos... Escutei algo ao longe, que me lembrou um grito.

- O que foi isso? – Me virei para a direção da rua, apertando o pão e o leite contra o peito.

- Não foi nada Emy, vamos logo.

Houveram disparos, o que chamou a atenção deles. As luzes das lanternas dos policiais fazia sombras anunciando sua chegada, se voltasemos para casa descobririam nosso esconderijo... Teriamos que nos separar e sair correndo, rezar para eles estarem em menor numero para sermos capazes de despista-los. Eramos crianças magras e fracas, ele eram adultos fortes e bem alimentados, não tinhamos chance alguma...

Saimos correndo nos separando, cada um indo para um lado diferente. Eram um numero grande. Droga!

Deixei meu pão e leite cairem no chão, se eu tivesse que saltar isso facilitaria. Dois guardas me perseguiam. Escapar seria impossivel para mim. Pulei por um muro. Que ironico... Um cemiterio, por que coisas ruins sempre acontecem em cemiterios?

Tropessei caindo no chão de joelhos, minhas forças pareceram desaparecer do meu corpo, não conseguia me levantar. Aquele estava sendo o começo do meu fim...

Quando os policiais me alcançaram me pucharam para trás bruscamente. Fechei meus olhos esperando, mas não houve nada, nem tiros, socos ou pontapés... Escutei os gritos deles e sangue pingar no chão... Quando abri os olhos novamente, vi cabelos prateados balançarem juntamente com o vento, olhos dourados como os de um gato, pele alva e alto, usava um terno preto e segurava uma espada imperial... Deveria ser alguem importante.

- Você esta bem criança?

- Sim...

- Como se chama?

- Emilly...

- Emilly o que?

- Só Emilly...

- Aparti de hoje se chama Emilly Herloz. – Ele guardou a espada e me estendeu a mão. – Venha, vou leva-la para minha casa. Será minha irmãzinha aparti de hoje.

Segurei a mão dele e saimos andando. Eu havia escapado do submundo? Aquele era o fim de uma vida... E o inicio de uma nova. Estava feliz...

- Como se chama senhor?

- Raymond. – Ele sorriu. – E não me chame de senhor, assim pareço velho.

Naquela noite, a lua parecia mais brilhante...

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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Ter Jul 20, 2010 10:46 pm

Eu amei!! *-*
Emy parece ser kawaii *-*

Mas sei nao... desconfio desse Raymond.
Ele me parece muito suspeito. Primeiro de tudo que ele está no meio de um cemitério.. Dps q ele eh moh sanguinario (nenhum santinho humm) e paro tudo. Do nada ele adota a Emy??!! E ainda diz q ela serah sua irmazinha??!! Sei nao hein... acho q ele pode ser um tarado. u-u"

Omg, serah q ele estava no cemiterio enterrando uma outra irmazinha a qual ele assediou antes de matar??!! E aih quando viu a Emy achou q ela seria uma perfeita substituta?!
/medo
Esse Ray eh suspeito. Ficarei de olho nele, hum hum.
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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Qua Jul 21, 2010 4:38 pm

Nhów, já disse os meus comentários no msn.
Realmente, está muuuito bem contado :3 Só tenho umas suspeitas.
Não é qualquer um que chega e adota uma criança nom. Mas vejamos né D:
Eu amei essa fanfic <3 Espero que continue *-*
E... O garoto ruivo da imagem *brilha* Nyohohooh *risada maléfica*
Vai ser meeeeu legal. Pena que ele aparece só depois D: *apanha*
Emy é fofa :< Posso tornar ela minha imouto-chan ;D? *apanha forever*
Até na imagem o Raymond é suspeito xDDDD *apanha novamente*
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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Qua Jul 21, 2010 7:14 pm

*tem a séria sensação de que conhece a história.* 8D'
Ou eu tive uma idéia parecida... Ou... Sei lá... D:

Enfim, divertido. Fácil de levar, não cansa ler... (Eu não vou encher o saco. e.e)

Bem bonitinho e interessante, esperando continuação. :3

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Keki
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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Sab Ago 07, 2010 9:14 pm


Capitulo 1
~Rosa Branca~


Me chamem de tola, ingênua, mas eu realmente acreditei naquele homem. Realmente acreditei em Raymond. Eu deveria ter 8 anos naquela noite... Há oito anos a Emilly que morava no submundo havia morrido. E fazia oito anos que Emilly Herloz havia nascido. Hoje eu admito que naquela noite eu fui a pessoa mais tola e ingênua ao aceitar ser adotada de forma tão repentina por um estranho, hoje ainda sou tola e ingênua, mas quero acreditar que menos. Hoje sei que minha escolha naquele momento foi desesperada. Mas qualquer pessoa sempre agarra a esperança com toda força que tem. E Raymond estava lá, me dando uma chance de mudar.
Durante 8 anos aprendi a viver como uma pessoa da superfície, aprendi a me socializar com pessoas, a conversa decentemente, ater modos entre tantas outras coisas. Mas a mais difícil foi a luz. Eu era uma criatura da escuridão, para seres da escuridão como eu viverem na luz era impossível. Mas por algum milagre eu estava vivendo na luz.
Comecei a andar pelo jardim da imensa mansão, cantarolando alguma musica. Me sentei perto da imensa fonte, que tinha uma escultura de anjo e abri o livro que trazia comigo.
- Senhorita Emilly? – Escutei a voz de Elena, um das empregadas, sempre gostei muito de todos os funcionários. E não gostava quando eles me chamavam de modo formal. Fiz uma careta. – A... Sinto muito.
- O que houve Elena? – Perguntei, voltando a sorri costumeiramente.
- O Senhor Raymond acabou de ligar. – Começou ela. – Disse que deseja falar com você imediatamente.
- Ele esta vindo para casa?
- Não, ele quer que você vá ate o escritório dele. – Disse ela, talvez tão surpresa quanto eu. Raymond não me deixava sair de casa. Somente os empregados sabiam da minha existência. Como eu havia sido adotada, Raymond esperava a hora certa para me apresentar para a sociedade, como sua irmã. – Pediu para que eu a acompanhasse ate o escritório.
- Certo... – Me levantei. – Elena, você acha que aconteceu algo?
- Provavelmente não. Senhor Raymond estava muito tranqüilo. – Ela sorriu de forma carinhosa e gentil.

Estava na frente da mesa de meu irmão, sentada em uma das duas poltronas. Elena estava em pé ao meu lado, havia dito para ela se sentar. Mas ela continuava em pé. Meu irmão estava em uma reunião e estávamos o aguardando.
A porta do escritorio começou a abrir, a madeira rangendo um pouco. Tanto eu quanto Elena olhamos para trás, para ver quem estava entrando. Raymond assim que entrou sorriu.
- Sinto muito, a reunião acabou me pegando de surpresa. – Ele se sentou na cadeira da grande mesa de madeira. – Emilly, sabe me dizer a quanto tempo você estar morando comigo?
- Oito anos... – Disse em voz baixa.
- E com que idade estar agora?
- Quinze anos, quase dezesseis.
- Bem... – Ele olhou diretamente para mim. – Você sabe que, e comum se fazer uma festa para se apresentar uma jovem moça a sociedade aos dezesseis anos, não e? – Assenti para ele. – Pois iremos fazer isso. Irei lhe apresentar como sendo minha irmã caçula. – Ele se levantou ficando de costas para mim e Elena, olhando pela janela. – Meus pais sempre deixaram a vida muito resguardada. Irei dizer que no momento que nasceu, você e minha mãe foram para uma de nossas casas no campo, passar um tempo, que meu pai achou melhor você crescer longe da realidade do mundo, para crescer sendo uma jovem correta, sem a má influencia da sociedade. E que hoje, depois de dezesseis anos vem para o mundo, ser apresentada, não como uma criança, mas como uma dama. – Ele se virou para mim.
- Senhor Raymond. – Um dos empregados de meu irmão surgiu na porta. – O senhor Hobblrdy disse que precisa ter uma reunião urgente com você.
- O que será que este homem quer dessa vez? – Raymond suspirou pesadamente e se levantou. – Peço desculpas por isso, podem ir para casa agora.
Ele saiu andando do escritório. Logo eu como Elena fizemos o mesmo, andando para fora do prédio.
- Elena, eu vou ir na padaria ta? – Comentei sorrindo ajeitando meu chapéu, para ninguém poder ver meu rosto.
- Mas Emilly, ser o senh...
- Não se preocupe Elena. – Sorri para ela. – Eu vou e volto para casa rápido. Você sabe que eu corro bem rápido. – Me virei de costas e sai correndo. Não esperando ela ter chance de falar comigo.
Elena era a única criada que sabia a minha historia, já que Raymond queria manter segredo que eu havia saído do submundo. Deveria ser para me proteger, já que as pessoas tinham grande preconceito com pessoas como eu. As tratavam como lixo, criaturas sem importância. Meros animais.
Parei de correr na frente da padaria. Suspirando pesadamente. Por que tinha que ter tanta gente ali? A fila estava enorme e desestimulante.

- A... Finalmente! – Abracei meu pacote de biscoitos contra o peito. Adorava os biscoitos daquela padaria, eles tinham algo de diferente.
Olhei para o céu, já estava anoitecendo. Parei de andar na frente de um beco, a tampa de um bueiro estava sendo levantada. Mordi os lábios, andando discretamente ate lá.
- Ei... – Murmurei para as duas crianças que tentavam sair de lá, era um garoto e uma garotinha, deveriam ser irmãos. – Ainda tem muito guardas pela rua e... – Senti um braço envolver meu pescoço e algo afiado ser encostado em minha garganta.
- Se pretende contar para eles que estamos aqui, vai perde sua cabeça. – Disse uma voz masculina em meu ouvido. – Assim como vocês não tem pena em nos matar, nos também não temos.
- Eu também sou do submundo! – Exclamei em voz baixa. – E trazer essas duas crianças nesse horário e querer fazê-las de sacrifício!
- Impossível, você não pode ser do submundo. – Ele apertou um pouco mais a faca contra meu pescoço. – Não fale blasfêmias sua arrogante!
Fechei meus olhos. Se eu disse-se meu apelido da época do submundo dificilmente saberia quem eu era, afinal fazia 8 anos já. Suspirei. Iria ter que nocauteá-lo para me livrar daquilo. E o que uma garota baixa e fraca faz pra se livrar de um brutamonte? Chuta ele no meio das pernas obviamente!
Me livrei de seus braços lhe dando uma joelhada no estomago e outra na região de sua virilha e bufei. Ele além de idiota era fraco, como ele tinha sobrevivido ate a fase adulta?
Me virei para as crianças e as entreguei os biscoitos.
- Voltem para casa, e perigoso saírem agora. – Sorri gentilmente para elas. Comecei a andar para fora do beco. Logo escutando uma risada baixa. Me virei, era um homem de cabelos ruivos não conseguia ver seu rosto direito por causa das sombras do beco, e ja estava ficando bem tarde também...
- Eu iria ter ido ajudá-la... – Ele estava quase chorando de rir. – Mas nunca imaginei que uma bonequinha de porcelana pudesse nocautear um grandalhão daqueles. – Ele continuava a rir.
- Esta rindo do que? – Olhei para ele pelo canto dos olhos.
- Como uma coisa pequena assim, derrubou um gigante. – Ele sorriu botando a mão na minha cabeça. Logo ficando serio. – Criancinhas como você não deveriam ficar andando pela rua nesse horário. – Ele aproximou o rosto do meu, deixando seus lábios próximos do meu ouvido. – Afinal, aquele era só um idiota bêbado do qual você teve sorte de derrubar. Quem sabe o que poderia ter acontecido com você. – Ele riu sinicamente. - As pessoas do submundo nos vêm com ódio, afinal as tratamos como vermes... - Ele se afastou, ficando logo ao meu lado e botando a mão no topo de minha cabeça. – Afinal, você deve vê-los da mesma forma, como meros vermes, que precisam de piedade. Certo? – Ele saiu andando.
Mas... Que cara prepotente!
Sai correndo para voltar para casa, iria ter que aquentar voltar com esse desaforo já que o toque de recolher começaria logo.
As ruas estavam quase vazias, e já estava meio escuro. Aquilo era ,de certa forma, nostálgico...
“- Emy! Emy! – Escutei os gritos de Emilio me chamar. – Emy vem aqui rápido!
- Emilio é perigoso! – Disse segurando os poucos objetos que havia conseguido pegar. O garoto de cabelos prateados e olhos verde água veio ate mim me puxando pela mão, me fazendo derrubar as poucas coisas que segurava.
- Deixe de ser medrosa! – Disse ele rindo. – Olha. – Ele apontou para o imenso jardim de uma casa. Estava cheio de rosas brancas, que estavam estranhamente abertas, mesmo estando de noite. E a luz da lua fazia parecer que aquelas flores tambem tinham luz própria uma luz pálida.
- Que lindo! – Sorri maravilhada.
Emilio andou ate o jardim pulando o pequeno muro e pegando uma das flores voltando correndo ate onde eu estava, me entregando a rosa.
- Emy... – Peguei a rosa, ele abaixou o rosto. – Promete que sempre estaremos juntos?
- Uhum. – Sorri. – Sempre estarei junto de você Emilio, afinal, sempre ajudamos uns aos outros a sobreviver e crescemos juntos...
Emilio me abraçou fortemente chorando.
- Eu não vou deixar você morre! Eu prometo!
O abracei. Segurando o choro, a irmã mais velha dele havia sido pega recentemente... Não encontramos seu corpo quando fomos procurá-lo. A única coisa que fazia Beatrice ter uma prova de que existiu, eram as lembranças que tínhamos dela...
Parei de andar chorando. Era estranho eu sentir saudades do submundo, era assim que eu achava que deveria pensar. Mas... Quando me lembrava das pessoas que deixei para trás...
- Emilio... – Abaixei o rosto, voltando a corre para casa.
Queria saber como todos estavam... Nunca havia parado para pensar... Mas Emilio deveria se culpar pela noite que Raymond me tirou do submundo. Afinal, eles talvez tivessem ido procurar meu corpo para me enterrar e não o acharam... O mesmo fim de Beatrice...
Parei de correr na frente da mansão de Raymond. Talvez alguém também tenha salvado Beatrice... Talvez uma pessoa bondosa a tenha adotado também... Engoli o choro. Talvez existam outras crianças que também foram salvas assim como eu. Então, todas as pessoas do submundo tinham esperanças de escapar de la certo?
Irei rezar para que isso seja verdade então...

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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Sab Ago 07, 2010 10:39 pm

Owwn *-* Eu li pelo Word que vc me passou. Toh gostando cada vez mais da sua fanfic *-*
Vc escreve muito bem, detalhando. Ainda acho muito suspeito esse Raymond. oh yeah
E... GAROTO RUIVO *Q* Parece malvado mas é... OMG *O* posso roubar ele pra mim?
Garoto frio~ Suspeito talvez, mas não me deu esse ar ainda õ-o
Espere que continue com o bom trabalho *-* E mal posso esperar pela continuação. *baba*
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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Dom Ago 08, 2010 12:35 am

Divertido. Next, Please.

Me dê o Raymond, também. Juro que ser a marionete dele não vai ser ruim. <3 *apanha.*

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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Dom Ago 08, 2010 9:43 pm

Omg perfeito!! Dando uma escapadinha pra ler sua fic... Gente tah muy legaaaal!!!
Nya, criei um carinho especial pelo Emilio agora... Aproveitando a animação de todos, me dah o Emilio!? XD
tadinho dele.. Foi deixado pra trás T~T
qro mais dessa fic hein!!!
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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Dom Ago 08, 2010 9:50 pm

Chocolatih me deu o Emilio, pq o ruivo é dela :~ Triste.
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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Seg Ago 09, 2010 9:19 pm

Buahhh, eu tinha pedido primeiro i.i
*apanha*
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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Seg Ago 09, 2010 9:28 pm

Nom õ-o Eu tinha pedido primeiro, no msn *leva um tiro*
Então.. eu fico com quem...? Erm...

¦~ Dessa-neechan†.:
Spoiler:
 
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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Qua Ago 11, 2010 3:41 pm

Eh pq eu tava de castigo e nao podia entrar. se nao tiha pedido o Emilio T-T
Spoiler:
 
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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Sex Ago 27, 2010 10:21 pm

Capitulo 2
~Pesadelo~


- E no que você estava pensando para fazer isso?! – Raymond estava sentado em sua poltrona acolchoada, e revestida por um veludo vinho. Ele estava com o tom de voz alterado.
– Me diga! - Encolhi os ombros e abaixei a cabeça.
- Desculpe-me...
Raymond estava me dando uma bronca... Obviamente eu não falei do que aconteceu, disse que tinha saído para comprar doces e que cai perdendo os doces, não falei que quase fui morta e que um garoto irritante parou para falar comigo. Obviamente isso eu não falei.

“As pessoas do submundo nos vem com ódio, afinal as tratamos como vermes... Você deve vê-los da mesma forma, como meros vermes, que precisam de piedade. Certo?”

Era verdade que as pessoas viam os habitantes do submundo como vermes. Mas as pessoas do submundo não odiavam as pessoas da cidade... Não todos... Não prestei atenção no discurso de responsabilidade que Raymond estava falando, como qualquer irmão mais velho falaria. Minha mente estava vagando pelo passado, pelo labirinto que eram as catacumbas do submundo. Era estranho, mas durante oito anos nunca havia parado para pensar que talvez... A vida como uma pessoa do submundo, mesmo sendo mais difícil, triste e cinzenta... Me fazia grande falta...

- Senhor Raymond... – Chamou Elena. – O jantar esta na mesa...
- Certo. Vamos Emilly. – Ele se levantou e andou ate a sala de jantar. Demorei um pouco para fazer o mesmo.
Fiquei cutucando a comida com o garfo, e botando pequenas porções de comida na boca. Não cheguei a comer metade da comida em meu prato quando me levantei.
- Estou sem fome. Peço licença, eu estou indo dormi. – Sai andando do cômodo e subi as escadas andando ate meu quarto.
Tomei meu banho, e demorei o Maximo que pude para sair e botar a camisola de seda branca. Me sentei na janela, aquele imenso espaço acolchoado, com bonecas e livros. Levantei uma das almofadas e retirei um velho caderno. Aquele caderno havia sido a primeira coisa que havia comprado depois que Raymond me adotou. Elena havia me falado que era bom se escrever sobre o que se conhecia, sentia, sonhava...
Abri o caderno, o folheando. Aquele caderno era a única coisa que fazia a garota do submundo ainda existir. Haviam desenhos, vários desenhos. Coisas que seriam como os mapas das catacumbas, os segredos e caminhos para se chegar na cidade dos malditos...
As ultimas 4 folhas estavam vazias, e no topo delas só tinha uma coisa escrita “Vale dos Desejos”... O único lugar do submundo que nunca cheguei a ver... Era a parte mais afastada do submundo. O lugar mais afastado... Antes que fosse resgatada por Raymond, havia ocorrido um deslizamento, impedindo qualquer um de ir para aquele lugar.
Lembro que dávamos nomes para os lugares... Onde morávamos era a “Cidade dos Malditos”, onde estava o rio subterrâneo era a “Águas Negras”, haviam tantos lugares... Lembro quando meus amigos haviam criado esses nomes... Lembro também, que todas as crianças chamavam os lugares pelos nomes inventados, e os adultos começaram a fazer o mesmo. E havia os apelidos que nos dávamos para serem nossos códigos...
Apesar da pobreza e da miséria do submundo... Apesar de todos os dias correr risco de ser morta enquanto revirava latas de lixo para ter alimento... Apesar de tudo.. Eu era feliz... Fazia oito anos que vivia na cidade da superfície... Era divertido... Mas se não fosse por Elena e Raymond, eu estaria completamente solitária... Por mais que eu conversa-se e tenta-se ser amiga dos empregados, eles continuavam a me tratar como uma superior, e ate Elena era distante as vezes, e Raymond estava sempre trabalhando... Então sempre passo a maior parte dos meus dias sozinha com os livros...
Fechei o caderno e me deitei, ali mesmo, junto de minhas únicas companhias naquela casa... As bonecas e os livros... Realmente, a grama do vizinho sempre parece mais verde... Fechei meus olhos, começando a ser lentamente levada para um mundo de sonhos.
Abri os olhos devagar, estava com frio... Me sentei e guardei o caderno debaixo das almofadas, onde sempre o guardava. Vi vultos correrem pelas ruas. Fiquei de joelhos e encostei as mãos no vidro da janela. Um garoto de cabelos prateados passava correndo pela rua.
- Emilio?.. – Pisquei os olhos repetidas vezes.
Minha imaginação havia me enganado. Realmente tinham pessoas do submundo correndo ali, mais nenhum de cabelos prateados. Havia um garoto loiro com o cabelo desgrenhado. Mas ninguém realmente parecido com Emilio... Estava tendo alucinações pelo visto. Me afastei.
Mas se eles estavam correndo daquela forma, era por que estavam sendo perseguidos... Voltei e abri a janela, curvando meu corpo para fora da janela. Logo vendo os guardas. Os garotos haviam se escondido. Era capaz de ver todos.
- Senhores! – Chamei a atenção dos guardas apos ver onde cada um dos garotos estava. – Eles foram para lá! – Apontei para uma ruela.
Eles gritaram comandos e seguiram por onde eu havia falado. Fiquei observando eles se afastarem e olhei para o garoto loiro que me encarava sem compreender por que havia os ajudado.
- Andem logo, eles logo chegaram a um beco, e vão ver que não estão la e vão voltar. Se quiserem continuar vivos saiam logo daqui. – Desta vez não havia gritado. Eles estavam mais próximos, e como o lugar estava em silencio eles iriam me escutar.
Fechei a janela, mas continuei ali os observando, e só me afastei do vidro quando os perdi de vista. Caminhei ate minha cama me sentando e olhando para a janela. Suspirando. O que eu podia fazer por eles já havia feito. Só podia rezar para que chegassem a salvo...
Me deitei me cobrindo ate o nariz. Voltando a dormi.

Abri meus olhos me acostumando com a luz que parecia cegar-me, havia uma gata preta com olhos roxos sentada na cama, próxima do meu rosto. Pisquei os olhos, ainda deveria estar sonhando. Assim que abri meus olhos s gata não estava mais lá. Sentei-me na cama olhando o quarto atentamente, procurando a gata. Mas ela não estava lá, se realmente ela estive-se estado em meu quarto... Devia estar imaginando, assim como achei ter visto Emilio correndo na rua ontem à noite.
Comecei a me espreguiçar. Deveria estar ficando louca. Houveram três batidas na porta.
- Senhorita Emilly? – Escutei a voz de ela soar abafada. – Posso entrar?
- Claro.
Quando a vi entrando sorri. Elena andou ante o criado mudo ao lado da cama, botando meu café da manhã lá.
- Dormiu bem? – Elena olhou para mim sorrindo casualmente, afirmei com a cabeça. – Bem... Senhor Richard contratou um alfaiate e um costureiro ara fazer seu vestido. – Levantei os olhos a fitando interrogativamente. – Para a sua festa de 16 anos.
- Hum... – Peguei um dos biscoitos e o mordi. Me deliciando com o sabor de chocolate.
- Será um baile de mascaras! – Elena botou as mãos no peito, dando um leve giro. – Isso não e romântico Emilly? – Ela sorriu docemente. – Você ira conhecer muitas pessoas, e dentre elas seu pretendentes para se casarem com você.
Engoli o biscoito.
- Sei disso... E costume ser assim. – Limpei a garganta e comecei a falar como se fosse uma professora. – Uma moça sempre ao completar 16 anos, e apresentada para a sociedade, para seus futuros pretendentes a conheçam como uma formosa dama, e possam assim pedi-la em casamento com a intenção de casarem-se com ela.
- Bem, vou ir cuidar de meus afazeres. – Ela andou na direção da porta e assim que encostou na maçaneta soltou uma pequena exclamação. – Antes que eu me esqueça, esteja pronta em 40 minutos, imagino que você saiba para o que seja. – Então ela saiu.
Olhei para a janela, me imaginar noiva era tão... Na verdade, já era estranho me imaginar recebendo um pedido de noivado.
Levantei-me da cama, andando em passos lento na direção do banheiro. Quando abri a porta do banheiro, senti minha cabeça latejar, tudo começou a girar, minhas pernas ficaram bambas, e o chão pareceu sumir. Despenquei caindo com tudo no chão frio. Meus órgãos pareciam estar sendo espancados e esmagados. Comecei a tossir, meu pulmão ardia, parecendo pegar fogo... E a tosse vinha parecendo me rasgar por dentro.
O que estava acontecendo?
Eu gostaria de saber a resposta...
Minha visão foi ficando turva. Meus olhos se fecharam contra minha vontade, forcei-me a abri-los tentando não perde a consciência. Quando os abri, havia um gato branco de olhos verdes a minha frente, fitando-me. Meus olhos pesaram novamente, e tudo a minha volta se tornou apenas um borrão. Antes que a consciência fugi-se de mim escutei um miado, e tudo ficou escuro.

Encolhi-me, estava muito frio, ou eu estava com febre? Abri meus olhos com certo esforço, e estava tudo escuro. Já era de noite? Levantei-me o mais rápido que pude. Ninguém havia me procurado, será que havia acontecido algo?
Sai do quarto rapidamente, e fiquei andando pela casa escuro. Só a luz pálida da lua iluminava aquele lugar, não conseguia enxergar nada naquela penumbra. A casa parecia maior do que realmente era, estava tendo a sensação de estar andando mais que o costume. Escutei uma canção baixa, muito baixa, tornando a voz irreconhecível, só era possível percebe que era uma voz feminina. Comecei a corre na direção da musica. Deveria ser Elena.
Parei de corre na frente de uma porta. A respiração acelerada, aquela não era Elena cantando... Mas que conhecia aquela voz... Conhecia bem.
- Beatrice?.. – Encostei na maçaneta a girando devagar, comecei a abri a porta, a escutando ranger. Assim que terminei de abrir a porta vi o cômodo vazio.
Entrei, olhando para os cantos do cômodo. Nada. Estava sozinha... O lugar estava quase completamente vazio, havia um violino e um grande espelho antigo de madeira. Suspirei, me virei para sair do lugar. Um vento forte soprou e escutei um miado.Me virei olhando para o espelho, os dois gatos estavam de pé me encarando. Eles se viraram de costas para mim e pularam para dentro do espelho, que se transformou subitamente em varias feixes de luz. O chão do lugar começou a quebra como cacos de vidro, o som da porta sendo fechada. Estava presa.

Abri os olhos e me sentei de súbito, a respiração acelerada.
- O que... Foi isso?

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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Dom Ago 29, 2010 3:38 pm

Adorei o segundo cap tbm!! Nao dah pra falar muito pq minha mae tah quase aki mas eu ameeei!! Poste mais please!
Spoiler:
 
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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Sab Set 11, 2010 11:19 pm

Capitulo 3
~A Coringa~


Olhava para meu reflexo... Não sabia aocerto o porque, mas não sentia que aquele reflexo era meu... Estava parecendouma boneca de porcelana perfeita, o cabelo castanho solto meio ondulado com aspontas cacheadas passava de meus ombros, meu vestido era comprido e azulceleste, cheio de babados delicados brancos e prateados... Elena terminava dearrumar meu cabelo. Ela parou de arrumá-lo, ela havia pegado e feito duastranças cada uma em uma lateral de meu rosto, e as prendera com uma fita azulclara.
- Vou ir pegar a máscara, volto logo. – Elasorriu e saiu do quarto, apressada.
Não havia procurado um médico ou qualqueroutro profissional que pudesse avaliar aqueles sintomas que havia sentido aalguns dias atrás... Mas eles não se repetiram, nem as alucinações. Peguei asluvas de renda branca, e as coloquei, suspirando.
Era estranho, mas não estava nervosa.Estava completamente calma. Elena voltou correndo, segurando uma máscara emformato de borboleta, que tinha as mesmas cores do vestido. Botou-a com cuidadoem meu rosto e sorriu.
- Vamos Emilly. – Assenti para ela,sorrindo levemente.

Afastei a cortina vermelha com os dedos,olhando para o salão de festa lotado de pessoas que dançavam e conversavamanimadas. Aquela cortina escondia a parte mais alta do salão, onde eu estava.Não estava escondida por nervosismo ou qualquer outro motivo desse tipo, maspor ainda não ser a hora certa para que eu entra-se.
- Emilly? – Virei-me enquanto me curvava,levantando as bordas do vestido levemente, demonstrando respeito para ele. -Esta quase na hor–. - Raymond falou indo para meu lado. Afastou um pouco acortina vermelha, assim como eu havia feito segundos atrás. – Tem muitaspessoas ali. Está nervosa?
- Para ser sincera, estou completamentetranqüila. – Sorri para ele, olhando para o salão assim como ele. – Então...quand...
- Agora mesmo. – Ele estendeu a mão paramim. – Você ira entrar agora.
O maestro que regia a banda parou de tocara musica aos poucos. Começando a tocar uma mais suave. Segurei a mão deRaymond, que me guiou para o outro lado da cortina, indo para a imensa escada,descendo-a comigo. Conseguia sentir os olhares de todas aquelas pessoas em mim,enquanto descia as escadas de forma lenta. Aquilo era constrangedor. Mas haviaconseguido manter a calma, o que me tornou capaz de não ficar com o rostocorado.
Finalmente terminamos de descer as escadas.Raymond já havia feito o discurso dele, então logo fui rodeada de pessoas, quefalavam comigo sorrindo. Todos usavam mascaras, e mesmo se não estivessem, osrostos daquelas pessoas seriam como uma máscara. Pois nenhum deles era quemrealmente diziam ser, assim como eu.
O maestro voltou a reger a musica que regiaantes. As pessoas logo voltando a dançar.
- Senhorita Herloz. – Uma voz estranhamentefamiliar me chamou. – Me daria a honra de sua primeira dança? – Virei o rostopara quem havia dito isso.
Por trás da máscara negra, podia ver osolhos azuis quase brancos de tão claros, e seu cabelo era vermelho como fogomeio bagunçado... A voz dele era a mesma voz do homem que havia falado comigoenquanto saia do beco... O mesmo que estava rindo. Será que eram a mesmapessoa?
- Willian Hobblrdy. – Sorriu Raymond. –Esta aproveitando a festa?
Ele sorriu para Raymond, como se dissessealgo. Os dois ficaram em silêncio. Senti um leve tapinha nas costa, vindo deRaymond, me incentivando a pegar a mão de Willian Hobblrdy. E foi isso que fiz.
Willian me guiou ate o centro do salão, ondetodos dançavam. Botou a mão em minha cintura enquanto com a outra segurava aminha mão. Botei minha mão em seu ombro, quando ele começou a guiar a dança.
- Vejo que nos encontramos novamente. –Disse ele sorrindo divertidamente.
Então era a mesma pessoa.
- Aparentemente. – Falei um poucoaborrecida, parecendo uma criança.
- Não esperava essa reação vindo de umaHerloz. – Ele sorriu. Aproximou seu rosto do meu ouvido sussurrando nele. – Mediga, onde Raymond Herloz a encontrou? Eu sei bem que ele não tem nenhumairmãzinha.
Engoli em seco. Como ele sabia?
- Eu sou uma das varias crianças órfãs dosubmundo.
- Como ele lhe adotou? – Ele se afastou,ainda falando em voz baixa.
- Estava fugindo de guardas, quando ele mesalvou e adotou.
- Você não acha uma atitude suspeita? – Elecurvou meu corpo repentinamente, me olhando nos olhos. Senti minhas bochechasarderem, agradeci pela mascara cobrir meu rosto, o impedindo de me ver corada.Ele me puxou de volta lentamente. – Em vez de adotá-la de modo convencional eleter a adotado de modo tão repentino?
- O que você estar querendo dizer senhorHorbblrdy? – O questionei em voz baixa, praticamente murmurando as palavras.
- Você nunca suspeitou do seu “irmão”? –Ele disse a palavra irmão com um ar irônico. – Nunca estranhou que ele lheescondia? Ou como nunca deixou ninguém saber de sua existência? Se ele tivesselhe mostrado como uma criança adotada, ele teria aumentado a fama de bom moçodele. – Willian sorriu, de um modo tão gentil que me irritou profundamente. –Não acha as atitudes dele estranhas? O modo como ele às vezes esta conversandocom alguém e muda de assunto subitamente ao percebe que está por perto?
Engoli em seco. Como ele sabia? Certascoisas são óbvias, mas... Como ele sabia de tudo aquilo?
- Estou certo pelo visto. – Ele sorriuvitorioso.
- Ainda assim, ele sempre esta falando denegócios. Simplesmente não quer me preocupar por seu trabalho. – Disse segurade minhas palavras. – A única pessoa suspeita que conheço é você, que começou afalar dessas ideias sem fundamento.
- Senhorita Emilly, em algum momento eudisse que minha pessoa não era suspeita? – Ele riu divertindo-se. – De todas aspessoas aqui presentes, eu e Raymond somos as que guardam mais segredos. – Eleaproximou-se novamente. – Diferente de você, não sou um boneco. – Ele parou dedar as leves piruetas da dança.
- O que você quer dizer com isso?
- Exatamente o que eu disse. – Ele seafastou, curvando-se a minha frente, pegando minha mão direita e depositando umbeijo na costa dela. Mais uma vez agradeci pela mascara estar cobrindo meurosto corado. – Foi um prazer dançar com você senhorita Herloz.
Ele começou a se afastar, logo não podiamais vê-lo, por causa da enorme quantidade de pessoas.
Continuei a fazer o que deveria fazer ali.Conversa com algumas moças, para me enturma, dançar com aqueles que me pediam.Tudo o que se faz em bailes entediantes como esses.
O que Willian havia me dito ecoava em minhamente. Impedindo-me de prestar a devida atenção no que ocorria.
As luzes do imenso salão apagaramrepentinamente, o que me assustou. Logo todas as velas se acenderam como umpasse de mágica, olhei para o centro do salão, me surpreendendo um pouco.
- Boa noite meus caros. – Ela se curvouperante todos, usava uma meia preta com todos os naipes de cartas nela em umtom de verde, uma sapatilha verde, e uma saia bufante com as pontastriangulares com guizos prateados. A saia tinha duas cores, preto e verdeescuro, um cinto de couro e uma blusa levemente justa metade verde e a outrametade preta. Ela também usava duas luvas negras e um chapéu com varias pontase com guizos prateados nelas, o chapéu tinha as mesmas cores do resto da roupa.Ela não usava máscara, mas em seu olho havia um risco verde o cortando, feitopela maquiagem. Seu cabelo era curto e castanho, assim como seus olhos.
- Quem é você? – Escutei a voz de Raymonddo outro lado.
- Eu? – Ela riu um pouco. – Sou apenas um“presente”. Fui contratada por um convidado, para alegrar essa festa.
Como alguém que usava cores tão escuraspoderia alegrar a festa?
- Olhem bem. – Ela moveu a mão esquerdarapidamente fazendo aparecer nesta uma maçã. – Estou aqui. – Ela moveu a mãonovamente fazendo a maçã sumir. – Para diverti-los.
O som dos aplausos ecoou pelo salão. Não seescutava mais a musica, na verdade nem sabia se ainda estavam tocando musica, osom dos aplausos era tão alto que tomou conta do local.
- Acho justo, que a pessoa que esta sendoprestigiada hoje. – Ela estendeu a mão direita para minha direção. – Seja minhaassistente. Não concordam?
Raymond abriu a boca para protesta. Se eletivesse falado algo, sua voz foi abafada pelo coro de “sim” dos convidados. Eeu queria participar daquilo. Parecia divertido.
Andei ate ela pegando em sua mão.
- Espero que goste do espetáculo. – Elasorriu, erguendo a outra mão. O fogo das velas ficou mais forte por unssegundos e logo se apagando, mergulhando a sala no escuro. – Feche os olhosminha cara. – Obedeci-a. E por um segundo me senti extremamente leve, como senão pesa-se nada.

Senti meu corpo ser puxado subitamente poralgo, e abri meus olhos. A coringa segurava meu pulso e corria me puxando comela.
- O que esta havendo?! – Pergunteiassustada.
- Fique quieta! – Ela olhou para mim. –Estou salvando a sua pele, então fique calada! – Disse ela. Quando abri a bocapara falar algo ela adiantou-se. – Se falar qualquer coisa eu arranco a sua língua!
Fechei a boca quase de imediato.
Estávamos correndo pelas catacumbas. Porque estávamos ali? Escutei o som de vários passos apressados e olhei para trásvendo vários guardas no seguindo. O medo tomou conta do meu corpo. Eu sentiacomo se houvesse voltado pro passado. Voltado a ser a Emilly que morava nosubmundo, sendo seguida por guardas e fugindo deles para viver. Cada um delessegurava uma arma. Eles miraram em nossa direção.
- Droga! – Assim que atiraram, a garotaparou e se virou para eles em uma velocidade assustadora, fazendo um “X” com osbraços e o desfazendo rapidamente. O que fez as balas pararem de avançar e os guardascaírem no chão, como se tivessem sido jogados.
- Vamos logo! – Ela pegou meu pulso evoltamos a corre.
- Obrigada... Eu acho...
- Eles querem me matar, mas creio que serpor acaso lhe acertarem, não fará muita diferença. – Disse ela. – Me chamoKatherine. Mas pode me chamar de Kate.
- O que esta acontecendo?! – Praticamentegritei aquelas palavras.
- É bem simples. – Ela olhou para mimseria. – Existe alguém que esta tentando matar os sete. – Ela suspirou quandoviu minha expressão de confusão quando ela havia falado aquilo. – Explico sobreos sete depois, o importante e você saber que Raymond e Willian são duaspessoas, que são desse clubinho de sete pessoas. E como você e uma pessoa próximade Raymond e que conhece Willian, você e um alvo também. E podem querer manipulá-lapara destruírem os dois.
- Eles sabem disso?
- Bem, Willian sabe, agora Raymond não sei,ele evita contato com quase todas as pessoas, e ele não se dá bem com Willian.
- Você fala de um modo estranho...
- Vamos dizer que... Eu não sou da sua época...Eu seria do “futuro”.
Antes que pudesse falar algo, entramos emuma espécie de clarabóia em que todas as entradas haviam guardas, nos duas nosviramos, para trás, por onde entramos e agora também haviam guardas.
- Droga, não queria usar isso agora! – Elasoltou meu pulso.
Houve o som de muitos disparos, mas nãohaviam sido contra nós. Os guardas caíram no chão... Estavam todos...
Mortos.

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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Dom Set 26, 2010 3:55 pm

~Capitulo 4~
~Uma Falha~


Um homem de sobretudo preto pulou a nossa frente, segurando duas armas, que guardava em algum lugar, escondidas pelo sobretudo. Ele estava de costas para, então não podia ver seu rosto, somente seu cabelo negro todo bagunçado.
Olhei para os corpos dos guardas mortos. O sangue deles tingia o chão de vermelho. Minha cabeça começou a latejar, a visão estava turva. Fechei os olhos com força. O que estava acontecendo?
- Emilly... – Uma voz estranha mas... Ao mesmo tempo familiar me chamou.
Abri os olhos, procurando a pessoa que havia me chamado, não estava entendendo... Eu conhecia aquela voz, mas nunca havia a escutado... Não sabia de quem poderia ser ou de onde a conhecia... Só sabia que era a voz de um homem adulto. Olhei para todos os lados. Nada.
- Emilly... – Escutei novamente a mesma voz me chamar, ela ecoava em minha mente. – Fuja.
Senti um choque percorre meu corpo. Como se traduzi-se a voz.
Foi quando voltei a mim. Katherine discutia algo com o homem, que estava de frente para nos duas agora. Podia ver seu rosto, seu olhos eram estranhos, tinham um tom de dourado, e mostravam muitas cicatrizes, de um passado triste... Mas que não perdiam o brilho estar vivo. Ele ria dos protestos dela.
Tirei a saia do vestido, a jogando para um canto qualquer, ficando somente com a anágua. Me sentei no chão, levando as mãos para minhas botinhas e quebrando seus saltos, para ser mais fácil corre. Joguei-os para trás. Me levantei, olhando para todas as entradas.
Fechei os olhos. Era muito fácil se perde aqui. Afinal... Estávamos no submundo. A terra sem volta. Mas, para uma pessoa como eu, que havia crescido entre as paredes dessas catacumbas. Não havia como se perde.
Andei ate uma das entradas.
- Se formos por aqui, será mais fácil despistar os guardas. – Disse olhando para trás. – Vamos?
Se eu tive-se feito isso a dois minutos atrás me chamaria de louca... Mas, aquele choque... Não havia descoberto nada, somente sentia. Era como se a antiga Emilly tive-se voltado. A Emilly que era guiada pelos instintos.
Katherine e o homem andaram em minha direção. Voltei a olhar para o grande corredor escuro e úmido. Logo começando a corre. Aquele túnel dava para o Pátio do Milagre. Só tinha esse nome por estar no subsolo da catedral. Nenhum motivo mais especial. Era também a região onde sempre haviam muitas pessoas. Estava botando em riscos varias vidas assim... Mas... Sentia algo dentro de mim dizendo que deveria passar por ali, que deveria chegar nos limites do submundo.
Quando cheguei na entrada. Senti meu coração parar de bater, e meu pulmão não queria soltar o ar. Meus olhos encheram-se de lágrimas. Não podia acreditar no que estava vendo... Simplesmente não podia ser verdade...
Haviam vários cadáveres... E o chão estava completamente manchado de um vermelho intenso. O cheiro de sangue, carne queimada e morta infestava o lugar, me dando ânsia de vomito. As pequenas e simples construções que existiam ali, não eram nada mais do que escombros queimados... E os rostos dos cadáveres que estavam mais inteiros, estavam deformados pela dor...
Minhas pernas fraquejaram, cai de joelhos no chão... Não podia acreditar no que meus olhos viam... Não podia ser verdade!
- Quem... Quem fez isso? – Minha voz não passou de um sussurro quase inaudível. Só soube que alguém o havia escutado, quando Katherine o respondeu.
- A mesma pessoa que quer matar os sete... – Disse ela simplesmente. – A mesma pessoa que quer usá-la para chegar aos seus objetivos... Essa pessoa esta fazendo uma “limpeza”.
- Por que eu? – Indaguei, as perguntas saiam involuntariamente.
- Por que você e uma pessoa próxima de Raymond. E ele e um dos sete. – Disse o homem.
Mordi o lábio inferior. Não sabia quem essa pessoa era. Mas... Ela não sairia impune... Um monstro que fazia algo como aquilo a pessoas inocentes, não merecia... Não merecia perdão ou uma segunda chance.
“Fuja...”
A voz não passava de um ecôo fraco... Um sussurro em minha mente. Levantei-me, enxugando as lágrimas. Olhei para a frente e voltei a andar, em silêncio e com o rosto erguido, como se fizesse uma homenagem paras as pessoas mortas. Logo eles dois estavam andando também.
Senti algo segurar meu tornozelo e puxá-lo. Cai com tudo no chão. Sujando a roupa clara de sangue. Olhei para o tornozelo, uma mão esquelética e enrugada o segurava.
- Você... – Era uma voz feminina e esganiçada, quando procurei o rosto pude ver o rosto de uma idosa, sua face estava maltratada pelo tempo e vida difícil que a maioria das pessoas daquele lugar havia levado. – E tudo culpa sua! Você não passa de uma marionete! – Ela gritava e segurava meu tornozelo com o resto de suas forças. O que não era muito. – Você e a nossa desgraça! Matou a todos nos!
Podia ver em seus olhos desprezo, ódio e ira... Mas também podia ver através deles que aquelas palavras não eram diretamente para mim... Mas para quem havia feito tudo aquilo... A idosa começou a tossir, e somente parou quando pude sentir sua mão não aperta mais meu tornozelo. Ela havia morrido...
Katherine estendeu a mão para me ajudar. Peguei na mão dela e levantei-me.
- Vamos... – Sussurrei, quebrando o silêncio que se instalara entre nos três.
Voltamos a andar, mais uma vez em silêncio.

- Katherine... – Olhei para ela. Estávamos andando a horas. Não haviam aparecido mais guardas. – Qual o nome...
- Leonard. – Disse o homem se pronunciando pela primeira vez depois de horas de silêncio.
- Ah... – Sorri sem vontade. – Para onde estamos indo?
- Para um lugar que você conhece bem. – Disse Katherine sorrindo. Olhei-a interrogativamente. – Estamos indo para a fronteira.
- Duas pessoas que você conhece estavam lá. – Disse Leonard.
- Que eu conheço? – Olhei para ele sem entender.
Ambos continuaram calados, sem me responder. Logo comecei a ver a luz pálida que vinha do final do corredor. Senti meu coração acelerar e entrar em um estado de euforia. Comecei a corre, passando por Katherine e Leonard. Não estava fugindo. E de certa forma era estranho, mas... Estava próxima de um dos lugares mais belos que conhecia. A Fronteira, era como chamávamos o único pedaço da superfície, que os moradores do submundo podiam ir a hora que quiserem.
Logo já avistava a escadaria de pedra, que já estava totalmente dominada por plantas. Já estava amanhecendo, pois as flores que estavam na escada já começavam a desabrochar. Subi as escadas, e quando terminei de subi-las, parei, e fiquei olhando.
Estava próxima da ponta do penhasco. O sol começava a aparecer, e ele começava a iluminar as arvores, e as varias flores que cobriam o chão. O ar puro invadiu meus pulmões, juntamente com o perfume agradável das flores. A brisa fria acariciava meu rosto.
Era estranho... Mas aquele lugar... Era o único lugar que não importava o que acontece-se, ou o que eu tive-se visto, era o único lugar no mundo que me trazia uma paz que enchia meu peito e tranquilizava meu espírito. Talvez fosse errado me sentir assim... Afinal haviam acontecido fatos que deveriam me perturbar, eu havia sido sequestrada e visto o resultado da “limpeza” que estavam fazendo no submundo...
E ainda assim, havia mostrado o caminho para despistar os guardas para meu sequestradores, e agora estava tranquila mesmo depois de ter visto tanta morte em um dia... Se eu estive-se em meu normal provavelmente não estaria me comportando assim... Mas... De algum modo eu sentia que deveria ser assim... Sabia que não era errado... Mesmo que outras pessoas pensem o contrario.
Quando vivia no submundo me sentia presa pela morte... Quando fui salva por Raymond, fui trancafiada em uma gaiola de ouro... Mas... Agora sentia-me livre. Realmente livre.
- Emilly? – Senti o ar me faltar. Aquela voz...
Uma sensação de nostalgia dominou meu corpo. Virei me fitando as duas pessoas a minha frente. A mesma pele incrivelmente pálida, os olhos azuis céu, o cabelo extremante claro. Meus olhos se encheram de lágrimas. Estava chorando muito hoje.
- Beatrice! Emilio! – Corri na direção deles, abri os braços e abracei Beatrice.
- Emilly, como e bom lhe rever. – Disse Beatrice com sua voz calma, uma voz que me fizera muita falta.
- Por que você esta toda suja de sangue? – Indagou Emilio preocupado. – Você se machucou? – Neguei com a cabeça. A voz dele estava muito diferente do que era no passado...
- Que bom... Velhos amigos se encontrando. – Escutei a voz de Katherine, logo me separei de Beatrice e me virei, para fitar Katherine e Leonard.
- Afinal... Por que estamos aqui? – Indaguei. Não estava seria, nem falava de modo ameaçador. Estava curiosa. Simplesmente. E queria saber o que estava acontecendo. Por que não conseguia entender nada.
- Não se preocupe Emilly. – Emilio encostou sua mão em meu ombro. – Katherine iram lhe explicar tudo.
- Mas antes, e melhor você tomar um banho. – Disse Beatrice sorrindo.
- Ah... Claro...

Estávamos todos sentados no chão, Katherine havia me emprestado roupas... Um tanto quanto estranhas... Estava usando uma calça de um tecido grosso e azul, uma blusa de algodão laranja, sem mangas e um sapato que ela havia chamado de tênis.
- Bem... Emilly, nada nessa cidade... – Começou Emilio meio hesitante. Ele não sabia como dizer o que estava prestes a falar. E parecia escolher as palavras com cuidado.
- Nada nesse lugar esta certo. – Disse Katherine cortando a linha de pensamentos de Emilio, sem esperar que ele pudesse terminar de pensar no que iria falar. – Esse lugar e uma falha. Uma falha que deve deixar de existir.

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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Qui Set 30, 2010 12:23 am

Essa parte não tinha lido. Cool. Falhas, você gosta disso. e3e

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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Seg Nov 29, 2010 4:59 pm

Capitulo 5
~ O Futuro ~

- Uma... Falha? – Minha voz não passou de um murmuro abafado e praticamente sem som, seria surpreendente se alguém teve-se me escutado de fato...

Mas essas duas palavras foram às únicas que consegui pronunciar... “Uma falha que deveria deixar de existir”... As palavras de Katherine martelavam em minha cabeça, se tudo e uma falha... Então nada que eu conhecia era realmente certo ou verdadeiro...

Escutar assim que tudo que eu conheci ate hoje não passava de uma falha, algo que nem existir deveria... Era tão tortuoso como se eu tive-se acabado de descobrir que a mulher que me criou não e de fato minha mãe, como se eu tive-se chegado a conhecer minha mãe...

Não percebi quando Katherine se levantou falando que iria se trocar, isso se ela tiver falado e não só simplesmente levantado, ou quando ela voltou com uma roupa tão estranha como a que eu estava usando. De fato só percebi que ela tinha realmente feito alguma coisa quando ela bateu de leve em minha cabeça me arrancando dos meus pensamentos.

- Bem Emilly, acho que você deve estar pensando “por que essa garota estranha ter me seqüestrado e estar me falando essas coisas estranhas e ainda realmente não ter me explicado nada”, mas infelizmente não posso lhe explicar nada direito aqui, e também não vou explicar nada ate saber que você e de confiança.

Fiquei a olhando e apenas concordei com um movimento leve da cabeça.

- Bem vamos ter que ir embora, e eu vou ser obrigada a ensinar a você como ser uma garota normal no “futuro”, para onde estamos indo agora. – Ela sorriu. – Acho que você pode ate se adaptar rápido. – Ela se virou de costas e foi se afastando. – Bem Leon vamos voltar para casa então.

Leonard apenas sumiu como se nunca se estive estado ali, o que estranhei. Levantei-me e limpei a calça. Katherine olhou para mim, dizendo em silêncio para segui-la, e foi o que eu fiz. Andei na direção dela ate ficar ao seu lado, quando ela me apontou para algo que me assustou um pouco.

- Essa e a minha Suzuki G-Strider! – Ela comentou orgulhosa como se eu realmente soube-se o que era aquilo. – Isso e uma moto... – Ela suspirou derrotada ao ver meu rosto confuso. – Ela pegou dois capacetes pretos e me estendeu um. – Bote. – Ela botou o que estava em sua mãe e subiu no que ela havia chamado de moto.

A imitei e andei ate ela enquanto ela gesticulava para que eu subi-se.

- E melhor você se segurar.

- E o Leonard? – Me segurei firmemente à cintura de Katherine.

- Ele vai ir na dele. – Ela sorriu.

Então olhei para onde ele estava, era um objeto exatamente igual só mudava a cor, enquanto a de Katherine era vermelha a dele era negra, discreta, quer dizer, se aquelas coisas poderiam ser discretas. Aquelas coisas fizeram um barulho imenso o que me assustou. Emilio e Beatrice acenaram para mim, apenas sorri para eles ainda com um pouco de medo daquele barulho agonizante.

As motos, como eles haviam chamado, começaram a se mover, e logo já estavam indo n direção do penhasco, encostei o rosto nas costa de Katherine, aquilo era assustador! Iríamos cair!

Porem não estávamos caindo, desencostei o rosto das costas dela, e vi a paisagem daquela cidade se distanciando e tudo se transformando lentamente em uma espécie de túnel de luz azul pálida, e logo estava andando sobre terra, vendo varias arvores ao meu redor e algumas luzes distantes.



Havia se passado uma semana, e estranhamente, eu me adaptara rápido aquele mundo tão confuso, cheio de barulho e pressa. Era completamente diferente da minha cidade, e também era assustador, mas ao mesmo tempo fascinante... Estava andando pela rua.

Era engraçado, como se já estive-se estado nesse mundo tão diferente do meu, era tão natural andar por entre aquelas ruas, como se eu tive-se nascido naquele local. Kathe e Leonard também estranharam o fato de eu ter me adaptado tão rapidamente.

Kathe havia me explicado, que a cidade havia se tornado uma falha por causa que um grupo de pessoas fazia experiências, e houve algo como uma explosão.

“- Sempre explosões isso e tão comum, esses malucos não tem criatividade mesmo!”

Haviam sido essas as palavras dela após falar da explosão. As pessoas envolvidas na explosão haviam sido sete homens, Jared, Richard, Leonard, Raymond, Dimitri, Jack e Willian.

O mesmo Raymond que havia me salvado quando era criança, 0 mesmo Willian que me irritava profundamente sem a existência de um motivo coerente e o mesmo Leonard que agora havia conhecido. Acho que todos os “acidentados” devem ser pessoas de poucas palavras. Katherine também me falou que eles eram uma falha juntamente com a cidade, e que por isso não envelheciam, também falou que eles tinham poderes estranhos e que alguém queria os matar para se tornar o ser mais poderoso do mundo.

“- Pelo amor de Deus! Eu me pergunto se estamos em alguma HQ ou em um mangá japonês!”

Havia sido outro comentário que Kathe havia feito, ambas nos tornamos amigas sem muitas dificuldades, o fato de estarmos vivendo na mesma casa contribuía.

Estava andando pela cidade, procurando somente uma coisa, uma barra de Diamante Negro, havia ficado viciada naquele doce, uma coisa que descobri depois que vim para o “futuro” era que os chocolates eram muito mais saborosos do que eu pensava, e este que eu procurava se tornara meu chocolate favorito. Eu andava pelas ruas ninguém nem se quer imaginava que eu era uma falha de uma época passada.

Mas parecia uma adolescente comum que esta andando pela rua procurando, só uma, tão sonhada barra de chocolate. Me sentia muito a vontade nesse mundo, mas o que eu estranhava eram os pobres poderem estar na superfície, estava acostumada com a miséria do submundo ainda.

Parei em frente a uma pequena lojinha, lá estava ele, meu tão amado e buscado Diamante Negro, me sentia como uma criança que havia acabado de achar o presente que estava escondido e que iria poder abri-lo antes do tempo. Entrei na lojinha de doces, indo diretamente para a prateleira em linha reta e pegando meu tão sonhado premio.

Paguei a barra de chocolate e sai andando me deliciando com aquilo. Ainda achava estranho ver garotas usando saias ou shorts, mas já estava me acostumando, o barulho excessivo e a constante movimentação de pessoas.

Joguei o embrulho do chocolate em uma lata de lixo e continuei andando calmamente, Katherine deveria estar no colégio e Leonard no trabalho. Katherine era órfã assim como eu, Leonard a adotou mais foi pelo que me contaram foi algo bem engraçado.

Katherine deveria ter 14 para 15 anos na época, ela estava indo para o orfanato depois da aula, e o viu. Ela consegue ver e se comunicar com espíritos e ainda sente a energia das pessoas, e quando passou por Leonard sentiu uma energia que a fascinou, e como um cachorrinho curioso e abandonado o seguiu ate em casa. Ele perguntou se ela era uma doida ou só uma idiota que queria morre sendo displicente daquele jeito.

Depois disso eles se conheceram e se tornaram muito próximos, foi quando ele a adotou e passaram a morar juntos. Já fazia quase quatro anos isso.

E foi muito fácil para que eu percebe-se que eles não tinham nem de perto um relacionamento fraternal um com o outro, e sim uma bem diferente. Não que eu estive-se me metendo na vida deles, mas... Às vezes era incomodo dormi a noite com o barulho que eles faziam no quarto ao lado, incomodo e constrangedor. Muito constrangedor.

Suspirei pesadamente, me sentia uma intrusa naquela casa.

Parei de andar ao escutar um som suave no meio de tanta movimentação e barulho, virei o rosto para o outro lado da rua, uma loja de música. Pensei em ir lá, mas por um momento hesitei. Mas logo me decidi por ir ate aquela loja.

Adentrei com os ombros meio encolhidos, era a primeira vez que entreva naquela loja, por muitas vezes tive vontade de entrar naquela loja, mas sempre tinha que ir atrás de Kathe ou Leonard, ou já estava ficando tarde. Olhei para os vários CDs, ainda não conhecia muitas músicas e queria poder conhecer... Comecei a andar ate parar na frente de uma tela, com a lista de músicas dos CDs com elas disponíveis para serem ouvidas ali, peguei os fones e botei, e escolhi uma música qualquer.

Fechei os olhos, era uma musica suave...

- Katherine Jenkins... – Escutei uma voz masculina atrás de mim, logo me virei para encarar a pessoa. – Temos o novo CD dela, se você quiser da uma olhada. – Ele sorriu. Por um momento pensei estar encarando Willian Hobblrdy.

Porem o garoto a minha frente era completamente diferente, a começar pelos olhos que eram doces e não frios e distantes, pelo sorriso simpático em seu rosto e não uma expressão seria, e também o garota a minha frente tinha o cabelo um pouco mais comprido, mas igualmente bagunçado e usava óculos.

- Na verdade só estou escutando mesmo... Eu não conheço nada de música... – Literalmente, completei mentalmente.

- Já vi você varias vezes parada na frente da loja pensando se iria entrar ou não aqui. – Comentou ele. – Ainda bem que entrou, ninguém aqui morde sabe?

Soltei uma risada baixa e meio nervosa, estaria mentindo se disse-se que não estava constrangida.

- Você gosta de música clássica? – Afirmei com um movimento leve de cabeça.

Ele sorriu para mim.

- Não e musica clássica, mas ele toca piano muito bem, se chama Yiruma. Se importa se eu botar uma musica dele para você escutar? – Apenas sorri e permiti que ele bota-se a música.

O som calmo do piano invadiu minha mente, por um momento não estava naquela loja, mas sim voando por algum lugar muito longe dali, voando pelo céu azul que eu sempre vi pela janela de meu quarto. Ao menos aquele céu infinitamente azul não era uma falha como o resto do que eu havia conhecido.

Mesmo que a cidade que eu vivi fosse uma falha, não mudava o fato que havia sido ali que eu crescerá, e isso não a tornava menos real, mesmo que ela não devesse existir, ela ainda era um lugar real, e sempre iria ser.

- Então? – Perguntou ele sorrindo.

- A música e muito suave e boa de escutar. – Sorri para ele. – Me chamo Emilly e você?

- Adam, mas pode me chamar de Dan. – Ele também sorriu.

Ficamos ali conversando trivialidades, ele ficava botando suas musicas favoritas para que eu escuta-se. Era estranho, mas... Era como se eu o conhece-se, ele me era muito familiar.

- Adam já estar no seu horário de almoço! – Uma garota morena, alta com o cabelo ondulado negros anunciou, não consegui ver a cor de seus olhos por causa da distância em que ela estava.

- Certo Iasmin obrigado por avisar. – Disse Dan sorrindo largamente.

- Claro! Se eu não falasse você ia ficar dando cantada nessa pobre garotinha e ia acabar sem almoçar. – Comentou ela com um sorriso maroto se virando de costas.

- Essa Iasmin. – Comentou ele rindo. – Então Emilly, eu vou indo almoçar, podemos conversa mais se você me acompanhar.

Apenas sorri. Não havia nada de mais afinal, e estava gostando da conversa, estava descobrindo coisas divertidas sobre o “futuro”, minha ultima descoberta havia sido o vídeo-game, e ele parecia ser bem divertido pelo que Adam falara.

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Keki
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MensagemAssunto: Re: ~Marionete~   Seg Jan 24, 2011 7:05 pm

Capitulo 6
~ Brincando de pega-pega ~




Os dias estavam passando... Havia ficado amiga de Adam e de Katherine também, Leonard ainda era algo distante, ainda não passávamos de conhecidos.

O que me assustava um pouco, e que já iria fazer um pouco mais de um mês que sairá do meu antigo e pequeno “mundo”... Era tão estranho... De acordo com Katherine, onde eu morava antes, podia ser considerado uma “ilha” por ser afastado e isolado do resto do mundo, comecei a me pergunta, como nunca acharam aquela cidade, exilada de tudo e de todos? Já deveriam tê-la encontrado certo?

Errado.
Pois esta não existe. Depois que aquela cidade se tornou uma falha, tudo ao seu redor começou a se torna, gradativamente. Isso significava que ela não existia. Eu poderia muito bem estar andando agora mesmo por meu quarto, na mansão de Raymond, e não saber. Isso por que, assim como um mundo imaginário criado por uma criança, era aquela cidade. Uma existência que poucos conheceriam, e chegariam a participar.



Após começar a andar com Adam, comecei a me sentir em uma espécie de jogo ou algo do tipo. Era algo surreal de mais para ser verdade, para isso estar acontecendo.

Mas era verdade...

E eu sabia que Leonard escondia algo de mim, algo que tinha haver comigo... O motivo verdadeiro para eu estar ali, para ter sido “resgatada” do pequeno e exilado mundo que eu vivia. E podia perceber que Katherine também não sabia, e tão pouco percebia que aquilo estava sendo oculto dela.

Olhei ao meu redor. Carros, muitos carros passavam pelas ruas movimentadas. Me encolhi ajeitando sem necessidade o casaco comprido marrom caramelo que ia ate um pouco abaixo de meus joelhos.

Adam falava de algum jogo que queria me mostrar depois, pois tinha certeza que eu iria adorar. Não prestava atenção. Não estava conseguindo prestar atenção, minha cabeça latejava.

Olhei para frente, havia um gato branco sentado bem a minha frente, seus grandes olhos verdes me fitavam diretamente, como se lessem minha alma.

Minha cabeça latejou mais forte. Botei a mão direita em meu rosto, tapando parcialmente meus olhos. Escutei o miado do gato. Olhei para o gato novamente. Agora deveria estar a cerca de 10 metros de distancia de mim.

O tempo parecia que havia parado, as pessoas pareciam estatuas assim como os carros, pássaros parados no ar, assim como uma garotinha que pulava do ônibus para o chão. Estava tudo paralisado.

O gato miou e se levantou, começando a andar elegante mente. Ele me olhou mais uma vez, e como se alguém ordenasse, comecei a andar. O gato virou sua cabeça para frente e se pós a corre.

Comecei a correr no mesmo instante.

Tudo continuava paralisado, e aquilo era estranho, estranho de mais. Não era difícil localizar o gato em uma paisagem paralisada. Era só procurar por um vulto que se movia.

Minhas pernas se moviam o mais rápido que meus músculos a permitiam. O oxigênio entrava e saia rapidamente por meus pulmões. Não sentia mais a incomoda dor de cabeça, só sentia os batimentos acelerados do meu coração, e a necessidade de seguir aquele gato branco.

Correr por uma cidade paralisada era como correr em um labirinto, era muito freqüente ter que mudar o caminho para não colidir com um corpo parado.

Não sabia onde estava, aquela cidade com imensos edifícios ainda era um enigma para mim. Mas sabia que estava em um lugar muito diferente. Parecia que eu estava nos limites da cidade, o que seria impossível. Não estava correndo há tanto tempo para sair do centro da cidade até os limites da mesma, e tão pouco era tão rápida.

Os edifícios e casas eram substituídos lentamente por arvores gigantescas. Continuei a correr atrás daquele gato, mas logo o perdi de vista em meio de tantas arvores. Parei de correr, me deixando cair sentada no chão. Estava cansada, podia não estar com fome ou sede, mas isso não demoraria a acontecer, levando em conta o quanto eu havia corrido.

Me levantei, contra a minha própria vontade. E voltei a andar. Estava perdida, e isso não era de se espantar, o espantoso seria eu saber onde estava andando. Continuei andando ate encontrar algo que parecia ter sido uma trilha em um passado não muito distante.

Respirei fundo. Talvez encontrasse uma trilha mais nova ou alguém se fosse por ali. Meus passos começaram a seguir aquele caminho de galhos e folhas secas. O outono era uma estação muito bonita, mas ali, perdida, aquela imensidão de folhas alaranjadas assustava um pouco.

Meus pés começavam a ficar doloridos, já estava anoitecendo, e meu corpo protestava pela falta de comida e descanso. Era bem provável que eu estivesse me distanciando cada vez mais da rota certa. E eu sabia plenamente que havia sido uma tolice seguir um gato cidade a fora. Mas se o tempo estava paralisado e só eu e o gato nos movíamos, mesmo que sendo um ato um tanto estúpida, meus pés se moveram para segui-lo.

Suspirei pesadamente, me encostando em um tronco de uma das muitas arvores que haviam naquele local. Deixei minhas costa deslizarem pelo tronca, ate que meu corpo se encontra-se com o chão. O vento soprou, fazendo com que o silêncio daquele local fosse substituído pelo som das folhas se movendo por causa do vento frio. Me encolhi abraçando meus braços.

Ainda não estava com frio, meu casaco grosso ia ate depois dos joelhos, a calça jeans era bem grossa, a blusa vermelha era de um tecido confortável e quentinho, minhas botas de couro avermelhado impediam o frio de chegar ate meus pés... Essas roupas de frio realmente esquentavam bem o corpo...

Iria descansar um pouco antes de voltar a andar, precisava pensar em um jeito de voltar para a cidade o mais rápido o possível. Chegando nela, seria muito mais fácil encontrar a casa de Katherine.

Fechei os olhos, ficando no limiar entre da consciência e dos braços dos sonhos. Podia escutar tudo ao meu redor, mas era como se tudo estive-se muito distante de mim. Ter um sono leve, e de certa forma ficar consciente do que acontece quando se estar dormindo... Qualquer pessoa que viveu no submundo era obrigada a fazer isso...

Uma vida no submundo deixa marcas que jamais serão apagadas. São cicatrizes que ficam eternamente no interior das pessoas. Lembro que em épocas de chuva, a água escorria ate as catacumbas, se a superfície ficava alagada às vezes, o subsolo estava completamente submerso a água, quando nevava o frio se instalava mais fortemente no submundo, no verão o calor era praticamente infernal... Deslizamentos de pedras, terra e lema... A morte era cotidiana, assim como a fome e a doença... E as invasões dos guardas para exterminar as pessoas do submundo eram constantes...

Eu sobrevivi lá ate os oito anos... Muitas das crianças que eu conheci não chegaram o completar oito anos, e provavelmente das que tinham feito essa idade, poucas chegaram aos 16... Talvez eu não tivesse chegado aos 16...

Todo esse sofrimento, essa angustia, unia as pessoas do submundo, não lutávamos por comida entre nos, e sim a dividíamos, cuidávamos uns dos outros, isso aumentava a sobrevivência... Talvez só isso fizesse o submundo se diferenciar do inferno... Ainda nos importávamos uns com os outros...

Era a única coisa boa de lá... As pessoas. Era só disso que sentia falta de lá... As pessoas que mesmo com tanta devastação, ainda conseguiam ter um brilho de esperança nos olhos...

Senti uma gota cair em minha cabeça. Abri meus olhos ao sentir outras gotas de água vez ou outra colidirem com meu corpo. Estava com uma chuva fraca, muito fraca e fina. Me levantei. A chuva iria engrossar, isso não tinha dúvidas. Precisava achar um abrigo logo. Comecei a andar com certo cuidado. O solo já estava meio enlameado, e estava em uma região um pouco mais alta que o resto do local, um passo em falso e eu poderia sair rolando.

Isso iria me fazer faturar uma perna e um braço quebrado na melhor das hipóteses...

“Por aqui...”

Parei de andar. Eu não escutava vozes dês do dia que guiei Katherine e Leonard para fora das catacumbas. Não era a mesma. Era uma voz suave e feminina... Mas igualmente infantil e familiar. Ela poderia ser uma voz em minha mente, mas parecia vir de um dos caminhos daquela confusão de arvores.

“Venha por aqui...”

Suspirei. Eu já estava perdida, cansada e com fome, no meio da chuva em uma floresta que era um verdadeiro labirinto para mim. Não via muito diferença em seguir o caminho que alguma voz do meu subconsciente dizia para que eu segui-se...

Comecei a andar na suposta direção de que a voz vinha, desviando de alguns galhos que apareciam hora ou outra. O caminho era cheio de pedras, e o solo estava mais escorregadio. Os galhos das arvores eram levemente retorcidos, aquele lugar no inverno ou em uma noite de neblina poderia muito bem assustar uma criancinha, mas era um lugar onde a pouca luz que escapava pelas nuvens de chuva iluminavam bem, eu sabia onde estava pisando pelo menos.

“Aqui, venha para cá.”

Após cerca de 10 minutos andando sem que a voz ecoasse em minha mente, a escutei novamente vindo de uma curva, que iria me levar mais para cima. A chuva já estava mais forte, minhas roupas molhadas e meus dentes rangiam de frio. Comecei a andar na direção que a voz me guiava. Vez ou outra eu tropeçava, e me segurava em algum tronco de arvore ou rocha. A caminhada demorou mais algum tempo, e já podia escutar o som dos trovões ecoando pelas arvores.

Parei de andar, era uma região bem alta que dava para ver a imensidão de arvores lá em baixo. Foi quando notei... Aquilo era um morro. E eu estava em uma parte deste que não era tão íngreme e por isso eu conseguia andar para cima e para baixo. Agora estava de frente para uma região totalmente ou quase plana. Havia grama, poucas arvores altas e muitas flores, e uma construção no centro, era de tijolos e pintada de algo que antigamente devia ser branco, mas que já estava tão sujo e desgastado que tinha um tom de cinza, as janelas eram tapadas por vidraças coloridas, com imagens de seres místicos, como fadas, dragões, ninfas, anjos... A porta de entrada era uma imensa porta de madeira, tinha dois andares, não era uma construção elaborada, mas era muito bonita, em toda a sua simplicidade havia algo a mais... Algo que, certamente se você perguntasse a uma criança ela diria que era magia, e eu nesse momento digo a mesma coisa. Havia algo de mágico ali.

Andei ate a imensa porta, observando atentamente a cada passo que dava. Ela era toda talhada, com flores e outras plantas que não sabia identificar, era como se fosse uma floresta de contos de fada. Adentrei na construção. Assim que entrei logo avistei uma imensa pintura. Nela tinha uma paisagem, um imenso lago cercado por varias plantas e flores, mas a que se destacava era o salgueiro-chorão.

O lugar, não era tão empoeirado, era agradável, provavelmente aquele ar de contos de fada o fizesse tão acolhedor. Era simples, havia uma lareira que há muito tempo não deveria ser usada, e uma estante, com livros e pequenas estatuas de vidro de varias criaturas mágicas, varias prateleiras suspensas na parede com pequenos baús talhados com cuidado na madeira, havia um tapete vinho, um sofá e uma poltrona, tudo ali se percebia ser antigo. Mas não havia sinal de abandono, era como se o dono da casa estivesse ali, ou prestes a chegar.

Andei para onde provavelmente deveria ser a cozinha e abri a porta, havia um fogão a lenha bem rústico, e uma pequena mesa de madeira, vários armários onde se guardaria copos, pratos, comida, talheres etc. Tinha algumas poucas panelas, assim como talheres e copos, mas sem comida. A cozinha também era simples, mas ao mesmo tempo delicada.

Voltei para o local de entrada, onde havia a porta da cozinha, na esquerda, a entrada da sala onde fica a lareira, na direita, e a frente o imenso quadro, uma escada que levava para o segundo andar e uma portinha bem pequena.

Optei por subir as escadas primeiramente. Haviam três portas, uma era o quarto de uma criança, com uma cama pequena, e vários brinquedos, como bonecas de pano e porcelana, uma casinha de madeira que um adulto só consegue entrar se for agachado, uma imensa janela com um canto para ela se sentar, e ao lado uma estante com vario livros de contos infantis, copos com pinceis e tintas ressecadas. Outra deveria ser o quarto dos pais, mas aparentemente estava errada. Era um quarto igualmente infantil, só que em vez de ser feminino era masculino, e no lugar de bonecas, haviam pequenas espadas de madeira e outros brinquedos de menino. A ultima porta que havia no segundo andar era um banheiro.

Desci as escadas e abri a portinha que havia perto dela, e me deparei com uma biblioteca. Não era grande, nem pequena, mas tinha muitas estantes cheias de livros, e uma grande mesa no centro. Nada. Nem sinal de pessoas...

Não havia luz na casa, nem comida ou algo que mostrasse que alguém vivia ali ale dos moveis...

Andei ate a lareira, ainda havia lenha ao lado desta para ser usada por uma semana. Deu um pouco de trabalho acender a lareira mas logo consegui, aproximei a poltrona um pouco mais da lareira. Retirei o casaco molhado e as botas, subi as escadas novamente e fui ate os quartos, peguei os lençóis que estavam na cama, um lençol, após bater a poeira, eu usei para me secar, e me enrolei no outro, logo me sentando na poltrona.

Não sabia de quem era aquela casa. E tão pouco me importava agora, eu queria me aquecer e descansar. Já fechava os olhos para tirar um breve cochilo. Eu realmente estava precisando dormi um pouco.

“Durma bem Emilly...” aquela voz ecoou em minha cabeça novamente, ela parecia agora vir de todo lugar, de cada canto da casa. “Você e bem vinda em nossa casa...”

Então foi como se duas crianças começassem a cantar em minha mente. Não consegui abri os olhos para ver quem cantava. A neblina que se formava em minha mente me guiou ate o mundo dos sonhos. Impedindo que meus olhos se abrissem.

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