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 Dou Sureba... (crossover beta)

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Casty
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MensagemAssunto: Dou Sureba... (crossover beta)   Qui Fev 10, 2011 8:15 am

Dou Sureba... (E se...)


Crossover do universo de Full Moon o Sagashite (sobre os shinigamis) e um RPG de Tenjho Tenge que eu jogo em outro fórum. É uma fic beta (ou seja, rascunho), eu tava fazendo a versão zine da mesma.




Toya Jinma (loba) é conhecida por ser uma das melhores shinigamis, porém sempre age sozinha pois possui um certo "medo" irracional por homens. Mesmo assim tem uma boa amizade por Shiro (esquilo) e Belisa (ursa). Ainda sem suas memórias humanas, ela sente um estranho mal-estar ao receber sua missão de vigiar o pequeno Daichi Yamato.

Daichi, o pai de Daichi, Ryujin e um amigo da família, Kirin Shin, aparentemente podem ver Toya e os 4 se tornam amigos. Mas essa amizade se tornará o choque que libertará suas memórias.

Toya cairá em loucura ou pode ter uma chance de ser feliz?




A versão final terá diferenças... mas penso em não fazer mais em doujinshi (pq cansa xD). Afinal É UMA VERSÃO BETA. xD

Ao final eu faço algumas explicações sobre a trama do rpg citado para melhor compreensão.
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Casty
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MensagemAssunto: Re: Dou Sureba... (crossover beta)   Qui Fev 10, 2011 8:26 am

=+Prologue+=

Eles não precisam de mim. Ninguém precisa de mim. Se eu me ferir, ninguém mais se ferirá...

Eu pego a espada que sonhei terminar com Kang, rasguei meus pulso.

Kirin, Yamato-kun... será que vocês me perdoam?

Sinto meu sangue esvair. Minha ultima visão foi Yamato entrando:


-Chaheene...!



8 anos depois

-Shinta! Estou decepcionado com o que a professora me disse. Andou brigando de novo?
-Mas, pai...
-Eu não quero saber de você brigando, tem que estudar direitinho e ser inteligente igual a sua mãe.
-Isso significa que o senhor é burro, papai?

O homem olha com uma cara um tanto ameaçadora para o garotinho loiro a sua frente.

-Ah, Shin-san, o senhor ainda está aqui. Então... Faltou o senhor assinar o bilhete de advertência do Shinta.

Pega o bilhete e o apoia numa daquelas maletas de couro, assinando rapidamente. A moça da secretaria fica encarando as mãos daquele homem.

-O senhor tem muitas cicatrizes.
-Quando eu era moleque brigava demais. Por isso que - dá uma outra olhada amedrontadora no menino. - não gosto que Shinta siga meus passos. Vamos, temos que ver o que sua mamãe vai inventar de castigo dessa vez, né, Shinta?

A Escola primária ficava perto da casa da familia, e uma das ruas que faziam parte do trajeto era uma escola colegial, com dois soldados esculpidos fazendo guarda no muro. Tôdo. Aquele homem para e fica observando a saída dos colegiais, um olhar nostálgico e perdido.

-Está pensando na tia?
-Sim. Tenho que mudar o trajeto, detesto passar aqui em frente.
-Hoje nós vamos visitar o Daichi no hospital né?
-Sua mãe leva, não to afim de encarar o Ryujin, justo hoje que fiquei reparando nessa maldita escola. Nem pense em prestar vestibulinho para a Tôdo quando estiver no colégio!

O menino ia responder, mas escolheu o silêncio e acatar o conselho. Continuaram o trajeto até a casa, onde acabava de descer do carro uma mulher muito elegante e sem traços nipônicos.

-Como foi seu dia, amor?
-Tudo ótimo... Até nosso pequeno aqui aprontar de bater.
-Estou vendo que terei que ser criativa...

Ao menino restou a dúvida e incerteza, se viveria amanhã após um treino de disciplina de capoeira de Kristen Maria Shin e de algum castigo conjunto de Kirin Shin.



-Toya Jinma, o Diretor está chamando... - uma garota com chifres de carneiro apareceu correndo. Uma outra, Toya Jinma, com orelhas e rabo de lobo simplesmente olhou para trás.
-Suri, não precisava correr. Ele já definiu que vai ser meu parceiro?
-O problema, Toya, é que ninguém quer ser seu parceiro, mas sua eficiência em capturar almas é tamanha que o Diretor Sheldon deseja que você trabalhe sozinha.

Toya arregalou os olhos castanhos-avermelhados e então saiu correndo para procurar o Diretor da ala pediátrica no mundo dos Shinigamis.

Sheldon é um shinigami tão antigo que nem asas precisa mais ter, sua beleza jovial e longos cabelos prateados fariam mortais e imortais prostarem em sua presença. Menos Toya, que parecia evitar relacionamentos. O motivo de todos não a quererem como parceira foi ela ter brigado com todos que tentaram se aproximar dela a pontos de quase extinguirem a energia espiritual que torna as almas dos shinigamis imortais.

Shinigami... Os deuses da morte... é o castigo que as almas dos suicidas carregam pela eternidade. Mas Toya não se lembrara ainda se sua vida passada, tampouco o por que dela ter se matado.

-Toya Jinma. Aqui está. Este garoto está marcado para morrer em 3 meses por doença. Seu nome é Daichi Yamato.

Ela não soube explicar o por que, mas sentiu nausea ao ouvir aquele sobrenome. Ela ignorou e sorriu:

-Quem será meu parceiro?
-Você vai sozinha. Tentamos até parcerias com outros departamentos, ninguém quer você.

No interior, Toya se entristeceu profundamente. Essa sensação de abandono, mesmo sabendo que o merecia, deixava sua alma mais vazia ainda. Ela não esboçara aquele sentimento vil e pegou o papel, olhando a foto do garotinho.

"Quatro anos... É muito injusto morrer tão novinho..."

A foto lhe incomorada profundamente. Ela apenas engoliu o que estava na garganta e foi a procura de seu uniforme, voando com as asas branquinhas para ir mais rápido.



-Papai, será que vai demorar muito para eu ver a mamãe?
-Não precisa dizer tamanha bobagem, acha que sua mãe deu a vida dela para você jogar fora sem lutar?
-É isso mesmo, Daichi! - Shinta estava com muita energia, mesmo cheio de curativos. Tanta energia que quase pulou em cima do pequeno Daichi, se Kirin não o tivesse segurado.

Outro homem, com quimono estava ali, seu cabelos eram longos e negros e olhou para Kirin com uma cara de quem olhasse para o nada.

-Kristen não veio por que?
-Reunião de emergência. Teve que ir para o Brasil resolver problemas do Hotel da família dela.
-É impressão minha minha ou você está mais inquieto do que um dia você foi?
-Eu só vim aqui por que Shinta gosta muito do Daichi, não suporto olhar para sua cara cretino.
-Por causa daquela cadela que era a Chaheene.
-Cadela ou não, Ryujin, era minha irmã.

Ryujin abaixou os seus olhos e fitou o chão.

-Não pense que a morte dela não me afetou.
-Ela estava sob sua guarda. A culpa é sua.

A forma como ambos discutiam era estranha. Seus corpos já discutiram o assunto no passado inúmeras vezes. Ryujin continuou com o dojo da familia, mas Kirin parara de lutar assim que saiu da Tôdo e agora era um advogado recém-formado, que trabalhava na representação do Hotel da familia Soares no Japão.

Mas Kirin parecia que jamais o perdoara. Mas sempre que os dois haviam lutado ele próprio parava a luta sem motivo algum aparente.

Os dois homens estavam perdidos em pensamento quando um barulho os fizeram reparar numa garota estranha ali. Ela tinha asas e parecia uma cosplayer de com sailor fuku, quimono coreano e orelhas de lobo.

-Bem, bem, ai está Daichi Yamato, 4 anos. Que garotinho de aparencia mais boazinha.

-Uma... ôkami-mimi(*)... - murmurou Kirin, ainda sem entender nada.
-Ei, o que faz aqui? - disse, se levantando da cadeira e sacando uma espada de madeira, Ryujin.

A garota apenas os observou, não dando importância, voltando a olhar Daichi. Até se tocar de algo....

-VOCÊ PODEM ME VER???????

(*) ôkami-mimi = orelhas de lobo.
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Casty
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MensagemAssunto: Re: Dou Sureba... (crossover beta)   Qui Fev 10, 2011 8:33 am



Se havia algo que Toya jamais imaginara era que humanos, e humanos vivos pudessem vê-la.

-Claro, uma cosplayer estranha encarando meu filho... - a cara de Ryujin não se desfizera de uma calma aparente.
-Eu não sou cosplayer, eu sou uma shinigami.

Os dois homens começaram a rir, como se aquilo soasse como piada, até Toya ir numa velocidade alta de vôo, dar uma voadora. Ryujin, que ainda treinava, defendeu o golpe com a espada de madeira. Ja Kirin, apenas diminuiu o impacto, ainda levando o golpe.

-Vê se calem a boca e me ouçam, humanos! Sou Toya Jinma, shinigami da ala pediátrica, estou em missão vigiando Daichi Yamato para quando chegar a hora certa, levar sua alma.

A explicação de Toya caiu como uma pedra no estomago do samurai. Então, significava que a presença de Toya era o chamariz da morte do seu pequeno filho. Shinta olhava o pai caído no chão e a expressão do "tio" Yamato sem entender nada.

-Moça flutuando... - murmurou maravilhado o pequeno Daichi. Ela não se surpreendera do pequeno a ver, desde que ele fora marcado para a morte. Ela não olhou, mas teve um lampejo de sorriso que pareceu causar mais pedras para Ryujin.

-E então, humano. Isso ainda foi apenas um aperitivo. Pelo visto é um samurai, mas isso não quer dizer nada.
-Sua raça já levou minha esposa, por que vem pegar o meu filho.
-Talvez pelo mesmo motivo que sou uma shinigami.

Toya então fez uma carinha fofa.

-Awwwwnnnn, mas você ainda tem 3 meses para curtir o filhote, samurai. Até lá, não tenho nem permissão de fazer mal ao moleque. - ela se sentou no ar, fazendo uma cara engraçada.

Kirin não foi diferente de Ryujin ao encarar aquela pose da shinigami como ofensa, mas que aquilo não era cosplayer nem humano... Não era mesmo.

-Então "senhorita shinigami loba", que motivo te fez ser shinigami.
-Castigo. Ser shinigami é um castigo imposto a quem se suicidou. Então, galerinha da gravata e do quimono, nem pensem em se suicidar. - ela olhou para Yamato e sorriu. - Tem noção do quanto é enjoativo sua classe lá no mundo dos shinigamis? Tá tão infestado de samurais que tem que tomar cuidado para não pisar.

-Então a anjinha vai um dia me levar? - disse Daichi, com a voz fraca.
-É, garotão, um dia sim. Desculpa, mas todo viram estrelhinhas...
-Assim como a garota que papai sempre fala quando tá sozinho?

Ryujin guardou a espada e se aproximou do filho.

-Você está muito cansado, melhor descansar. - e beijou a testa dele.
-Mas é verdade... Papai fica se culpando... mas é dificil pronunciar o nome da menina...

Kirin e Shinta apenas observavam sem entender a situação.

-Vamos, se ficarmos aqui o Daichi não vai descansar...



-Então seu pai se casou com sua mãe que tem nome diferente dessa tal garota?

Toya continuava sentada no ar, apenas observando Daichi, que conversava ignorando o fato daquela garota ser sua morte.

-É, acho que é Maeni o nome dela. Papai parecia gostar dela. Acho que papai namorou ela antes da mamãe.

A shinigami ficou observando o garoto.

-Bem, eu me vou agora. Tchauzinho, Daichi-chan!

Toya ficou flutando. Não entendia o por que dela querer saber tanto sobre aquilo, mas queria saber. Talvez explicasse o mal-estar que tivera.
Então ela avistou Ryujin, chegando na sua casa, que tinha estilo antigo. Achara aquela casa muito familiar.

Esperou que ele entrasse para ir ao terreno. Havia um cachorro de aparencia mais velha. O animal não a vira, então não estava tão fracassada assim. Ouviu a voz de uma mulher mais velha e suspeitou que fosse a avó de Daichi. Ela pegou um giz especial e riscou um circulo numa das paredes exteriores, atravessando a parade naquele ponto.

Ela entrou num quarto que também lhe soava familiar e avistou um baú. Abriu-o e viu algo enrolado em panos brancos. Seu estomago embrulhou, dizendo para não pegar, mas a curiosidade era tamanha que pegou e desenrolou o pano.

Uma espada coreana, muito semelhante a sua de caça à almas.

E uma dor nos pulsos queimou.



-Ah sim, entendo... Então, só deve aguentar mais 1 semana?

A voz de Kirin soava triste. Ele desligou o celular. O motivo de ter tentado mudar e ser quem era estava se esvaindo.

-O que houve, querido?
-Nada, Kris...



-Mãe, você ouviu isso?
-Não, Ryujin, não ouvi nada.

Antes que a senhora Yamato pudesse completar algo, Ryujin já tinha saído correndo para o quarto que estava trancado e um dia pertecera a irmã de Kirin. Abriu com a técnica que aprendera nos tempos da Tôdo para abrir.

Toya estava segurando seu pulso com força, chorava e gritava de dor. O samurai olhou a cena sem entender e sem saber o que fazer. Até que lentamente ela parara de chorar e gritar.

-Toya Jinma... O que faz aqui? E...? - ele viu a espada coreana. Simplesmente se aproximou e chutou-a longe. - Que diabos estava fazendo com essa espada?????
-Eu apenas... queria saber... o que estava aí. Mas quando toquei, senti como se meus pulsos pegassem fogo.

Ryujin a observava parecendo com raiva.

-Eu devia destruir essa espada amaldiçoada.

Toya o olhou, confusa. Foi quando viu nos olhos dele que a raiva não era por ela ter mexido na espada e sim, da espada.

-Daichi não mentiu, mas eu ia sentir como se minha honra afundasse em admitir. Chaheene era minha amiga e se suicidou aqui depois de tentar salvar o irmão dela, aquele outro homem no hospital. e tudo por que eu a rejeitei.

Toya ouviu a historia com ar de curiosa.

-Então ela deve ser uma shinigami agora. Puxa... Será que eu já a vi? Muitos shinigamis mantém a mesma forma que em vida. Tem foto dela aí?
-Não. Quem deve ter é o Kirin. - ele fez uma pausa e pegou o pulso direito de Toya. - Mas por que teve uma reação tão estranha. Quando te vi jogada no chão, pensei que havia se cortado.

Toya ficou em silêncio apenas observando. Shinigamis nao tem o som de batidas no seu peito, mas ela escutou claramente. E então se afastou, muito vermelha.

-Desculpa perturbar.
-Não pense que eu não tenho raiva do que vai fazer.

A shinigami parou e o olhou.

-Não vou entregar meu filho tão facilmente.
-Desculpa, mas ninguém tem querer nisso. - e saiu pelo buraco na parede.
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Casty
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MensagemAssunto: Re: Dou Sureba... (crossover beta)   Qui Fev 10, 2011 8:41 am



Haviam coisas que Toya Jinma não podia negar: a espada guardada na casa dos Yamato era algo bizarro; Kirin parecia abatido toda vez que Toya o via; e Daichi conquistara seu coração parado com uma doçura única.

"Eu sou uma shinigami! Tenho minha missão" - ele se dizia em pensamento, tentando se convencer de que não podia se apegar ao garoto.

-Toya, vocês shinigamis comem?
-Não, nao necessitamos de comida, mas as vezes comemos por diversão.
-Tenho annindôfu(*) em casa e bolinhos de arroz, você quer?

Kirin estava na saída do hospital. Toya flutuava no telhado da cobertura de carros ali do lado e fora avistada pelo advogado.

-Pensei que detestasse o samurai, por que vem ao hospital?
-Tenho outras pendencias aí. Eu detesto o Ryujin, mas não culpo o Daichi.

Toya então pousou ao lado dele e foi andando lado a lado, o acompanhando em silêncio até o carro.

Demoraram, mas logo estavam em casa. Toya foi a última a entrar e logo se deparou com Kristen que a olhara e logo fez cara de poucos amigos.

-É isso o que você faz enquanto viajo? Toma, sua...

Kristen deu um giro, tentando acertá-la com um golpe de capoeira e então, algo que Toya não pensara que podia fazer fez: ela se apoiou com as mãos no chão e girou o corpo, travando as suas pernas nas de Kristen.

-Você também pode me enxergar??? Mas que merda toda é essa?

Kirin parecia um pouco estático como se não visse algo há muito.

-Toya... Seu jeito de lutar lembra o de uma pessoa.
-Hã?

Ela deu um segundo giro, se ajeitando para ficar de pé. Foi quando viu uma foto de uma jovem de cabelos longos e prateados, mas os mesmo olhos que os seus.

Sua expressão parecia de horror e ela começou a andar para trás.

-Toya?
-Não... eu não quero...
-Kirin, ela tem problemas?

Toya saiu voando pela janela, acompanhada de um grito de dor.



De tardezinha, uma chuva fina caía na cidade. Ryujin estava no hospital, novamente observando seu filho. Quando deu por si, viu Toya ali de pé, toda ensopada.

Ele observou a garota, cujos cabelos longos e molhados cobriam a face. Ele se levantou e se pos a frente dela.

-Algum problema Toya? - e afastou os cabelos dela. Escondida pela água da chuva, olhos lacrimejantes e um rosto sem expressão. Ele não teve tempo de perguntar o que havia acontecido, ela girou o corpo o atingindo com tudo, antes que ele esboçassem reação. Ela ia andando tranquilamente, com uma espada nas mãos.

-Toya Jinma! Você... O que você está fazendo.
-Ninguém precisa de mim, nem você... Você tem noção da dor que sinto?
-Do que está falando?
-Então vou te dar a mesma dor... - ela ergueu a espada, prestes a cortar Daichi que estava adormecido.

A espada chocou-se com a de madeira do samurai, que a empurrou.

-Do que está falando?
-Eu me lembrei de tudo... De tudo...

Toya se levantava e a medida que ficava de pé, seus cabelos iam se platinando, o corpo se definindo mais do que aparentava e quando o rosto ficou visivel de novo, uma expressão de dor estava no rosto que assumira.

-Cha... - ele não conseguiu completar e num trovão, a imagem de Chaheene sumira, voltando a de Toya.

Haviam passoas apressados no corredor e logo Kirin e Kristen irromperam no quarto.

-Toya, o que...

Ao ver tanto a shinigami quanto o samurai estáticos, ele percebeu algo que foi concluido com a frase de Yamato.

-Por que tentou atacar o Daichi agora e desse jeito tão covarde, Chaheene? Sua cadela!

A shinigami saiu correndo e voou pela janela, confusa, como a chuva que caia.

(*)pudim de amendoas.



Já era noite quando, no antigo clube, a shinigami Toya recebeu uma visita. Era Suri, a menina-carneiro.

-O que veio fazer aqui?
-Mudaram a lista.
-O que?
-Olha a sua cópia, Toya.

A shinigami abriu o papel. E no lugar onde estava o nome de Daichi Yamato havia outro. Ela sorriu.

-Pode voltar, Suri. É algo que eu mesma tenho que resolver.



-TOYA! Digo, CHAHEENE!

Kirin entrou no meio da madrugada na sala do que um dia foi o clube deles. Toya estava ali, parada com a espada em mãos.

-Bem na hora, Kirin. Preciso te levar a um lugar.
-Toya, Chaheene, eu... eu preciso falar com você, sobre o que aconteceu na verdade com...
-Kang vai morrer.

O homem ficou confuso.

-Vamos, você quer se vingar, não quer? Eu te deixo chuta-lo e fazer o que bem entender. Eu mesma quero torturá-lo.
-Se tem que fazer isso, faça rápido. O que eu tenho para falar é algo que precisa de urgência.
-Eu prometo. Voltaremos aqui então... irmão...

Ela saiu primeiro, sem perceber que o irmão havia mandado mensagem de texto em celular.

Ela saiu voando e levando Kirin num tapete conjurado com magia espiritual.

-Do que ele vai morrer?
-Tiro. Ele foge da polícia e se perde no mato. É no mato do parque da cidade que ele está.
-Chaheene... - ele se engasgou. - Me desculpe, me desculpe... Eu não consegui te proteger e...
-Está tudo bem, Kirin. Não tem que se culpar por eu ter sido fraca.

Kirin ia começar a falar sobre o tal assunto urgente, quando teve que ficar alerta para nao cair de qualquer jeito no chão. Logo estava a frente do carrasco dele e de sua irmã.

Shin Kang reparou que os irmãos estava lá, mas claro que não reconhecera Toya como sua irmã caçula.

-Hah, olha só... o sangue-ruim me achou... - e antes ele falasse mais alguma coisa, Kirin só começou uma sequencia de socos e chutes, com Toya assistindo a tudo.

Quando Kirin se cansou, Toya já havia assumido sua forma antiga como Chaheene.

-Oi irmãozinho...
-N-não... não é possivel... você se matou... foi o que eu soube...

Chaheene não esperou mais. Cortou-o com a espada e nenhum ferimento foi visto. Kang abriu a boca e sua alma foi saindo e foi para a mão de Toya. Ela pegou algo que parecia uma semente e q implodiu, virando uma bola flutuante, que seguiu com a alma dentro para o além.

-Vamos voltar.



Toya estava sentada no chão e Kirin de pé, a sua frente.

-Espero que você me perdooe, mas enquanto procurava por você, fui mandando mensagens a todos os membros do clube. Não sei se todos virão ou poderão te ver como eu, o Ryujin e a Kris. Nem se vão me perdoar...
-Por que alguém não te perdoaria se não fosse por uma cara quebrada?
-Porque escondi de todos a verdade sobre o que houve no seu suicídio...
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MensagemAssunto: Re: Dou Sureba... (crossover beta)   Qui Fev 10, 2011 11:02 am



Flashback

-QUE PORRA ACONTECEU NA SUA CASA, SAMURAI DE MERDA?

Ryujin não dizia nada.

-Dá para discutir isso depois? Sua irmã está lá dentro. Quando vi que havia algo errado ela já havia se cortado!
-Eu não devia... Não devia ter deixado ela ficar na sua casa! A CULPA É SUA SEU MERDA!

Uma enfermeira se aproximou, com cautela. Talvez percebera que os dois adolescentes iriam começar uma briga.

-Senhor Shin, o médico quer falar-lhe um instante.

Kirin foi meio relutante, olhando com um ódio mortal seu rival. Entrou dentro de uma sala, vendo a irmã ligada a inúmeros tubos e aparelhos. Seu coração se apertou.

-Ela vai sobreviver, mas até agora não acordou. - começou o médico. - Ela ficou sem muito sangue, o que diminuiu a oxigenação.
-Ô doutor, não entendo essas paradas aí, não vem falar com papo dificil.
-Ela está em coma, e pode passar o resto da vida dormindo. Até o corpo dela entrar em colapso.

O Ôkami ficou em silêncio.

-Ela corre mais perigo do que o corpo dela entrar em colpaso... Por favor, doutor... Preciso que me ajude...








-Fingir que...



-Fingir que eu morri? Mas.. mas...

Toya já estava de pé, parecia imensamente revoltada e assustada.

-É eu sei, eu ter pensado algo assim... Mas com nosso clube sofrendo ataque eu tive medo que te atacassem para destruir todo o grupo...
-E você deixou todos eles... - ela começou a chorar. - Deixou Yamato achar que a culpa era... dele...

Os dois ficaram em silêncio de palavras, apenas os lamentos e choros da shinigami podiam ser ouvidos.

-Seu corpo está para entrar em colapso, você precisa voltar.
-Eu já me tornei uma shinigami completa... eu não posso...

Quando Toya deu por si, todos os membros do seu clube estava lá, até os que ela não chegou a conhecer. Estes não conseguiam vê-la.

-P-pessoal...
-Deve ter um meio. - disse Kazekawa. - Se seu corpo existe e tá vivo.
-É mesmo vaca-nem-tão-peituda-mais. - disse sorridente uma Francesca aparentemente mais confortável.

E então parou seus olhos em Yamato.

-Me desculpe...
-Está tudo bem. Kirin disse que a vida do Daichi foi compensada por outra que merecia fim.
-Eu te fiz sofrer esses anos todos, me desculpe...

Ele a abraçou.

-Está tudo bem. Agora, precisa voltar ou vai ficar presa.

Os dois se afastaram e ela pegou sua espada. Se lembrou da história de um shinigami que voltou para seu corpo terreno afetado pela foice de um shinigami. Sua espada era uma foice também. Toya se transpassou com sua espada e logo seu corpo espiritual começou a se desfazer e sumir.

-Alguém pode dizer o que houve? - disse Kaori, sem entender nada.
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MensagemAssunto: Re: Dou Sureba... (crossover beta)   Qui Fev 10, 2011 11:53 am



As luzes incomodavam meus olhos, eles ardiam. Tudo parecia confuso e fosco, como um binóculo desregulado. Tentei me sentar e tudo girou.

-Chaheene... Você não vai conseguir se levantar.

Quando consegui enxergar de novo a figura que vi foi de um Kirin mais envelhecido. Ele parecia tão diferente não só na aparência, mas estava mais solícito. Logo atrás, Kriten, mais elegante do que eu já imaginava dela.

-Você se lembra de algo? Quando estava como Toya?
-Toya?

Eu não conseguia me lembrar, o que tem haver essa coisa de Toya? Eu não ligava para isso, apenas abracei forte (se é que eu tinha alguma força) meu irmão.

-Me desculpa...




Eu ainda ando com um pouco de tontura, mesmo após meses de eu ter acordado. Eu ainda buscava entender por que Kirin falara de algo relacionado a "Toya". Meu tempo havia parado naquela noite em que me desesperei e tentei me suicidar. Então, meus sentimentos haviam parado ali.

-Tia, tia! - Shinta abraçara minha perna. - Você vai no churrasco na casa do Daichi, né?
-Shinta, sua tia ainda não está recuperada! - repreendeu ao longe Kirin.
-Eu não sei, Daichi é o filho do Yamato, não?
-É sim, é sim *-*

Eu fiquei quieta. Só mexi nos cabelos de Shinta e sorri. Ele me soltou enquanto eu fui para meu quarto. Encontrei em cima de minha cama a espada com a qual quase me matei. Peguei-a e então várias imagens invadira minha mente, assim como meu lado como Toya. Mesmo tonta com aquele furacão de lembranças e sentimentos, juntei forças para sair correndo dali.

Eu finalmente entendera, como Toya, por que de muitas coisas. E uma delas eu precisava dizer a ele.

Eu só perdi minhas forças no portão daquela casa enorme.

-Yamato-kun! YAMATO-KUN!

Daichi abriu o portão e ficou olhando, confuso. Eu o abracei também.

-Me perdoa, me perdoa por eu quase ter feito mal a você?
-Por que a moça diz isso?
-Eu sou a moça flutuante... - eu o soltei e o olhei no fundo daqueles olhos. Foi quando vi a parte de baixo de um daqueles quimonos de treino japonês.

Yamato Ryujin estava ali, na minha frente. Estava com uma expressão sem sentimentos.

-Fiz mal em vir, não?
-Está tudo bem, entre.

Eu não me movi.

-Eu... só queria dizer que eu me lembrei da minha época como Toya. E por que meu nome como shinigami era tão diferente.

Ele continuou a me olhar sem dizer nada.

-Quando eu acordei no mundo shinigami, haviam sílabas misturadas. Achei que "ryu" não combinaria, e então formei o nome "Toya Jinma"... Era seu nome, Yamato-kun... Era só isso.

Eu dei de costas, quando ele falou.

-Espere. Daichi, por favor, vai para o dojo.
-Sim.

Ouvi o pequeno Daichi correndo e eu continuei estática e de costas. E então de novo ele me abraçou.

-Não precisa pedir desculpas, só não seja fraca.
-Agora que Toya também está em mim, eu não vou ser mais a Chaheene antiga.
-Ainda quero ver se vai ser diferente.

Ele me soltou e me fez ficar de frente.

-Ao menos, Kang está morto. Amigos de novo?

Ele sorriu breve.

-É... amigos...

Então, ao menos um novo acordo havia sido firmado. O que aconteceria dali em diante... eu não sabia...

Fim
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